Exclusivo Lyndsy Spence: "Dei a voz que pretendia a Callas"

A mais recente biografia de Maria Callas tem como objetivo "dar voz à mulher" e não apenas fazer a narrativa sobre a "maior cantora de operado século XX, permanecendo até hoje sem rival". É assim que a define Lyndsy Spence, a autora de Diva - A vida oculta de Maria Callas.

Para os portugueses apreciadores de ópera há um momento especial na vida de Maria Callas: o dia 27 de março de 1958. Foi o primeiro momento da sua passagem por Lisboa, para cantar a Traviata no Teatro Nacional de São Carlos. Na biografia de Lyndsy Spence, essa noite, e a apresentação seguinte, têm uma duração curta, relatados num parágrafo: "A primeira sensação que se tem ao ouvi-la é de sinais contrários. O timbre da voz não seduz (...)". Tendo sido solicitado à autora que desse mais pormenores sobre a prestação portuguesa, Spence refrescou a memória: "Eu reli essa parte antes da entrevista e a forma como vejo esses dias é que quando ela passou por Lisboa estavam a acontecer coisas horríveis na sua vida - escândalos e a crise com o La Scala de Milão -, e ao chegar a Portugal estava cansada e aborrecida. Além de que esperava que o público português a tratasse mal como acontecera com o da América, no entanto, e pelo contrário, foram muito simpáticos para com ela. Receberam-na com bastante calor e amizade, o que se tornou bem diferente de outras receções, mas ela apenas cumpriu a obrigação e foi-se embora rapidamente."

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