Exclusivo Isabelle Huppert: "É muito aborrecido estar sempre a ser elogiada"

Isabelle Huppert como traficante de haxe. Proposta de comédia de Jean-Paul Salomé, Agente Haxe chega esta semana aos cinemas e a maior atriz francesa recebeu o DN em Paris quando ainda havia encontros face-a-face.

Isabelle Huppert não está particularmente muito faladora numa tarde de janeiro do ano passado. A sua intérprete golpista da comédia policial Agente Haxe, de Jean-Paul Salomé, não tem nada a ver com esta sua pose. Trata-se de uma personagem em que a atriz aplica a sua frieza habitual a um nível de excentricidade delicada. Uma espécie de pequeno jogo de diversão numa história onde a tal intérprete que trabalha para a polícia tenta usar o seu conhecimento de árabe para poder lucrar com um esquema de tráfico de droga. Um registo de humor truculento ligeiro e suave.

Para Huppert, o desejo de protagonizar esta comédia começou quando leu o livro de Hannelore Cayre: "Gostei muito desse livro. A Hannelore é uma antiga advogada e gostei sempre de a ouvir na rádio. Por coincidência, o Jean-Paul Salomé queria adaptar o seu livro ao cinema... Conheço bem o Jean-Paul e foi uma coincidência feliz! Quisemos muito fazer este projeto. Atraiu-me imenso a ideia de representar uma mulher que está a ser imoral sem o saber. Esta mulher é também inconscientemente corajosa. Tudo o que mostra é algo que nem imaginava ter dentro de si".

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