"Gente que não sabe estar". O programa que nem Ricardo Araújo Pereira sabe o que vai ser

É a terceira vez do humorista português no horário nobre da TVI. José Diogo Quintela e Miguel Góis, antigos Gatos Fedorento, regressam à televisão como argumentistas. O programa foi apresentado esta terça-feira no Teatro Villaret, onde será gravado semanalmente.

Gente que não sabe estar é o novo suplemento do Jornal das 8 da TVI e propõe-se a ser uma espécie de jornal invertido, focado na atualidade política e em pleno ano eleitoral - tema que lançou o mote para o programa. A estreia está marcada para dia 20 de janeiro, com Ricardo Araújo Pereira como apresentador. Sérgio Figueiredo, diretor de informação da estação televisiva, garante que será transmitido até ao final do ano.

"Gostamos da ideia de não saber estar. Quem é que nunca ligou o televisor, viu um político a falar e soube logo o que ele ia dizer? É porque ele sabe estar", é assim que Ricardo Araújo Pereira começa por explicar o nome da nova rubrica semanal da estação de Queluz. "Principalmente no humor parece que há cada vez mais gente que não sabe estar, parece que há uma espécie de movimento contra o riso", remata, propondo-se a ser o oposto.

Até junho, todos os domingos e, em período de eleições, todos os dias, a partir das 21:00, a rubrica irá fechar o segmento de informação com um outro olhar sobre a atualidade - e, claro, com humor. Umas vezes, terá entrevistas, também reportagens, vox-pop , entre outros géneros. Na verdade, desabafa Ricardo Araújo Pereira, "ninguém sabe o que o programa vai ser". Sabe-se, contudo, que o humorista não estará sozinho.

"Gente que não sabe Estar" vai para o ar aos domingos a a partir de 20 de janeiro. Todos os dias em período de eleições

Este é o regresso não só do comediante português à estação de Queluz, mas também dos outros Gato Fedorento. Durante a apresentação da sua nova rubrica, esta terça-feira, no Teatro Villaret, Ricardo Araújo Pereira (também popularmente conhecido pelo acrónimo RAP) revelou que na equipa que o irá acompanhar semanalmente estarão os ex-colegas José D iogo Quintela e Miguel Góis - deixando de fora Tiago Dores. A eles, juntam-se outras caras do humor português, umas mais conhecidas do que outras: Cláudio Almeida, Manuel Cardoso, Cátia Domingues, Guilherme Fonseca e Joana Marques - os oito como argumentistas.

Sobre a escolha desta equipa, o comediante explicou ter sido assente em princípios como "pessoas com inclinação para humor político", bem como "que estão interessadas em fazer piadas e não em salvar o mundo ou derrubar Governos" e ainda que "trabalhariam bem em equipa".

Em entrevista ao DN, Manuel Cardoso disse ainda que este programa se diferenciaria de todos os outros deste género que já foram feitos em Portugal pela quantidade de argumentistas que estão por detrás dele. "E nunca trabalhámos todos juntos (anteriormente)", acrescenta Guilherme Fonseca.

No teatro, todos os domingos

Mesmo o local onde foi apresentado o novo segmento humorístico da TVI não foi por acaso. Pelo menos numa primeira fase, o programa será gravado no Teatro Villaret, e não num estúdio, aberto ao público interessado em assistir. Mais tarde, pode mesmo vir a ser transmitido em direto.

Esta terça-feira, durante a apresentação aos jornalistas, Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI, disse que Gente que não sabe estar é sobretudo "um atrevimento" e "com reincidência" - depois de outros programas aos quais Ricardo Araújo Pereira deu a cara, como É Muito Bonito, Mas.

O jornalista acredita que o novo segmento é "um sinal de vitalidade para a televisão", mas também "uma brisa de boa informação e inteligência para o país".

É conhecido por não se levar a sério, nem a ele nem à sua profissão. Mas a verdade é que a imagem de Ricardo Araújo Pereira, atualmente com 44 anos, já é um assunto sério, com presença habitual em todos os formatos - nos livros, na rádio e na televisão. O humorista assume o atualmente o papel de comentador no programa Governo Sombra, transmitido pela TVI24, e dá voz à rubrica Mixórdia de Temáticas, todas as manhãs, na Rádio Comercial.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.