Escola de Cinema homenageia António Reis

A herança de António Reis como professor e cineasta vai ser evocada numa homenagem promovida pela Escola Superior de Teatro e Cinema

Na abertura do novo ano lectivo, a Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) vai homenagear António Reis (1927-1991), um dos nomes emblemáticos da sua história - e também da história do cinema português. Assim, ao longo de quatro dias (1 a 4 de Outubro), aquele estabelecimento de ensino organiza nas suas instalações, na Amadora, um ciclo destinado a evocar a personalidade de António Reis, destacando "a singularidade do seu magistério" e também o seu legado face à actual geração de alunos.

António Reis e Margarida Cordeiro, sua mulher, são autores de uma obra em grande parte marcada pela prática de registo da vida rural, sempre com uma ousadia de linguagem que lhe confere uma dimensão genuinamente experimental, muito para além de qualquer matriz meramente etnográfica.

Jaime (1974), curta-metragem sobre um doente internado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, foi o primeiro título da sua trajectória criativa. Seguiram-se Trás-os-Montes (1976), Ana (1984) e Rosa de Areia (1989), objectos de peculiar energia poética em que o impulso documental surge sempre transfigurado através de uma admirável invenção narrativa.

As sessões na ESTC decorrem a partir das 14h00. A primeira, no dia 1, inclui a projecção de Jaime, seguida de uma intervenção de Maria Filomena Molder intitulada "Causas que seguem os efeitos ou ameixas doirados com orvalho". No dia seguinte, depois da projecção de Trás-os-Montes, Nuno Júdice evocará "Um poeta da imagem". Os filmes serão projectados em cópias restauradas, em película de 35 mm, provenientes dos cofres da Cinemateca Portuguesa.

Os dias 3 e 4 serão preenchidos com intervenções de Manuel Guerra ("Da atenção ardente") e José Bogalheiro ("Uma torrente chamada vida"), respectivamente. A homenagem encerra com uma sessão solene, no dia 4, às 16h00, em que será atribuído o nome de António Reis à sala de visionamento do Departamento de Cinema.

Eis os minutos de abertura do filme Trás-os-Montes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".