Exclusivo Gábor Tompa. Romeno, diretor de um teatro húngaro, europeísta 

Confia no poder transformador do Teatro mesmo em tempos menos propícios à Cultura. Na presidência da União de Teatros da Europa, Gábor Tompa afirma que desistir não é opção.

Acredita nos valores da cultura europeia, abarcando com isso o progresso ancorado na Ciência, na Arte e no conhecimento. Na verdade, talvez não pudesse ser de outra maneira. Gábor Tompa, 64 anos, encenador, ensaísta, poeta, realizador de cinema, professor, presidente desde 2018 da União de Teatros da Europa, tem nacionalidade romena e dirige, na cidade de Cluj, o teatro húngaro mais antigo do mundo, até porque ele próprio vem de uma família de artistas húngaros, marcada a ferro e fogo pelas tragédias da Europa Central ao longo do século XX. Esteve no Porto para participar no colóquio "Teatros Nacionais: Missões, Tensões, Transformações" e voltará em dezembro para dirigir, no palco do Teatro Nacional São João, um dos textos que mais ama, À Espera de Godot de Samuel Beckett (estará em cena de 10 a 19 de dezembro).

Em 2018 assumiu a presidência da União de Teatros da Europa e foi nessa qualidade que veio ao Porto. Quais são os grandes objetivos da sua direção quando ainda vivemos o impacto da pandemia, tão difícil para os profissionais do espetáculo?

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