Cláudio Ramos: "Da estreia fico com os elogios, as reações e as manifestações que me chegaram"

O apresentador estreou-se na TVI à frente do Big Brother no passado domingo. Um programa feito em tempos de pandemia com os portugueses, tal como os concorrentes, também "fechados"em casa. Para o apresentador foi um sonho com 20 anos concretizado.

"Esperei 20 anos para realizar um sonho. O sonho de estar à frente do programa da minha vida: o Big Brother". Foi assim que o apresentador Cláudio Ramos começou a apresentar um dos programas mais aguardados no panorama televisivo nacional.

Num estúdio silencioso e sem público, devido à pandemia da covid-19, o apresentador agora na TVI, e que há poucos meses co-apresentava o programa de Cristina Ferreira numa estação concorrente, tomou as rédeas de mais uma edição do Big Brother, vinte anos depois da estreia do programa em Portugal, no mesmo canal.

Com um Big Brother adaptado à pandemia, o formato ligeiramente diferente por questões de saúde - nas primeiras duas semanas os concorrentes estão isolados em quarentena -, não assusta Cláudio Ramos. Nem a leitura das audiências do dia de estreia (a liderança no domingo foi o programa da SIC Quem Quer Namorar com o Agricultor). Para os concorrentes e para o apresentador o jogo (das audiências?) já começou.

Como foi apresentar o Big Brother Zoom. Foi mesmo o realizar de um sonho como disse no início do programa?

Sim, um realizar de sonho absoluto. Foi emocionante, verdadeiro e muito, muito bonito.

Recebeu vários elogios pela forma como o apresentou o programa, contudo as audiências deram o 6º lugar. Ficou aquém do esperado?

A leitura das audiências não é feita dessa maneira. No confronto direto foi segundo. De segundo ao sexto é uma diferença grande...Importa-me o confronto direto se a vontade é a de comparar audiências. Ainda assim, eu trabalho para as pessoas da mesma forma seja qual for o resultado. Se me perguntarem, 'querias vencer confronto direto?' A resposta é sim! Mas qualquer comparação é injusta e feia. Da estreia fico com os elogios, as reações e as manifestações que me chegaram e a certeza que desde domingo que não se fala de outra coisa. Acho que isso tem que ter uma leitura.

E como é apresentar um programa como o Big Brother sem público por causa da covid-19. O silêncio e o espaço vazio não o incomodaram?

Preparei-me muito para esse momento, sabia que ia ser assim. Tenho visto os programas que se fazem lá fora com este registo. O público para mim é muito necessário, mas neste momento não é possível. Primeiro as pessoas, depois o espetáculo. A saúde primeiro, seria absurdo fazer o contrário.

A forma como encontraram, de interação com entre os participantes, é uma nova forma de TV que veio para ficar ou será apenas resultado do momento que vivemos?

Acho que é o resultado do momento que todos vivemos, tivemos que nos adaptar. Esta realidade dentro do BB muda com a entrada na casa, porque teremos a certeza que os 18 concorrentes entram saudáveis. E por isso se mostra a quarentena. Acredito que as pessoas entendem o conceito do formato antes da casa. As tecnologias hoje estão muito presentes do nosso dia-a-dia.

Como pensa que o público reagiu, e vai reagir, a esta fórmula BB Zoom? É uma espécie de aquecimento para o BB a sério, ou estamos já, de facto, a assistir ao Big Brother?

É a primeira fase do BB2020, como dissemos desde sempre. Estamos a acompanhar a quarentena dos concorrentes para que o público perceba que quando entrarem na casa o fazem saudáveis e possam viver o jogo e a aventura. Eles vão interagir entre todos ao longo destes dias e os diários revelam isso. Logo, o jogo já começou.

Voltando atrás, foi muito difícil sair da SIC? E como foi a receção na TVI e ter que adiar o Big Brother devido à pandemia do novo coronavírus?

Sair da SIC e entrar na TVI foi um processo natural como qualquer pessoa que muda de empresa e neste momento está muito arrumado na minha cabeça, ver o BB adiado um mês foi pacífico porque a razão parecia-me mais que justa. O contrário é que não seria de esperar, no contexto que todos estávamos a viver.

Os anteriores apresentadores do Big Brother influenciaram, de alguma forma, como está e vai apresentar o programa?

De forma nenhuma. Nunca gostei de me deixar influenciar em estilos de apresentação, porque se perde a identidade. Uma cópia é sempre pior que um original tenha ele a qualidade que tiver. Aliás, quem assistiu no domingo e me conhece percebe isso.

Daqui a uns meses, quando esta edição acabar, como gostava que classificassem o seu trabalho a apresentar o BB?

Cinco estrelas!

E depois do Big Brother? Já tem planos para o que quer fazer em TV ou em comunicação. Tem um "plano" para o futuro?

Tenho um plano de futuro traçado para mim, óbvio. Mas neste momento profissional o meu foco é o BB. Depois logo se verá... a vida já me ensinou que grandes planos são coisas da nossa cabeça. Basta perceber e pensar no que estamos a passar para entender que planos a longo prazo são quase ... 'apenas sonhos'.

Um dos seus livros tem como título Eu, Cláudio . O nome é igual, ou pelo menos parecido, com outro escrito por sobre o imperador romano Cláudio, pelo escritor Robert Graves. Foi intencional esta ligação?

Tenho dez livros. Este é o décimo.... Foi intencionalmente ligado ao nome do meu blogue, que se chama Eu Cláudio e tem 15 anos. Para ser ainda mais completo ele foi lançado para assinalar o aniversário do meu blogue.

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