Exclusivo Camané: disponibilidade para alimentar a alma

Camané tem um novo disco, Horas Vazias, com 16 temas e várias colaborações com artistas portugueses - Jorge Palma, Pedro Abrunhosa e Sérgio Godinho, entre outros. Canções que adaptou para o seu registo e conta ao Diário de Notícias como o fez.

Horas Vazias é o primeiro disco de Camané sem a direção artística de José Mário Branco. Sete anos depois de Infinito Presente, o seu último trabalho de originais, o fadista conta-nos como foi reunir várias participações para o disco, como transforma as canções em fados seus e como nomes como Carlos do Carmo o vão influenciar para sempre. Os tempos de pandemia deram-lhe tempo para fazer o novo trabalho, mas também incertezas para os concertos do futuro. Foi pai e isso tirou-lhe alguns medos. Camané falou com alma, ou não fosse esta uma conversa com um fadista.

Desde 2015 que não gravava um trabalho seu de originais, porquê tanto tempo?
Bem, continuei a gravar a seguir ao Infinito Presente (2015). Fiz um disco de estúdio a cantar Alfredo Marceneiro (2017), com produção do José Mário Branco. Depois, e em parceria com o Mário Laginha, fiz o Aqui Está Sossegado (2019), um disco que também é de fado e que tem temas novos e agora fiz o Horas Vazias. Foram discos onde estive sempre a cantar e que transportei para a minha forma de estar no fado... não foi assim tanto tempo.

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