Autor de "A Guerra dos Tronos" de quarentena em... Westeros

George R. R. Martin tem-se dedicado à escrita do sexto volume das Crónicas de Gelo e Fogo, que os fãs aguardam há anos.

George R.R. Martin está a usar o período de quarentena para trabalhar em The Winds of Winter, o sexto volume da saga literária Crónicas de Gelo e Fogo, adaptada para televisão como A Guerra dos Tronos.

Foi o próprio autor, de 71 anos, que o revelou no seu blogue oficial, onde escreveu que tem passado "mais tempo em Westeros que no mundo real, a escrever todos os dias". O último volume assinado por George R.R. Martin foi publicado em 2011, pelo meio A Guerra dos Tronos, na versão televisiva produzida pela HBO, transformou-se num êxito mundial sem precedentes, e os milhões de seguidores do escritor norte-americanohá muito que aguardam pelas páginas seguintes.

Numa mensagem intitulada "Dias estranhos" o escritor mostra a a incredulidade pelos dias que passam: "Embora já seja ancião, não me recordo de viver nada parecido com as últimas semanas".

"A situação nos Sete Reinos é bastante sombria, mas talvez não tanto como se pode tornar aqui", escreveu George R.R. Martin, garantindo que se encontra bem e animado, mas ciente dos riscos: "Estou consciente que faço parte da população mais vulnerável, devido à minha idade e condição física, mas estou bem e estamos a tomar todas as precauções". "Nem me aproximo da cidade e não recebo ninguém", referiu o escritor a partir da sua casa, no Novo México (EUA), revelando que tem o apoio de um membro da sua equipa.

"Alguns dias, ao ver as notícias, não consigo deixar de sentir que estamos a viver uma ficção científica"

O escritor revela ter já fechado o seu cinema, o Jean Cocteau, na cidade de Santa Fé, mas mantém para já abertas aos portas da livraria Beastly Books, justificando que esta nunca tem mais que uma meia dúzia de clientes. E, a propósito de livros, deixa um conselho: "Ler é a melhor maneira de preencher as horas vazias".

"Alguns dias, ao ver as notícias, não consigo deixar de sentir que estamos a viver uma ficção científica. Mas não o tipo de ficção científica que eu sonhava viver quando era criança, com cidades na Lua, colónias em Marte, robôs domésticos programados com as Três Leis, e carros voadores. Nunca gostei de histórias de pandemias. Esperemos que possamos sair desta sãos e salvos" .

"Fiquem bem. É melhor ter cuidado do que, depois, lamentar", termina o autor de A Guerra dos Tronos, antes de deixar as instruções para uma lavagem correta das mãos.

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