Artes, espetáculos, feminismo e Herman José pelos Açores

O Festival Internacional dos Açores está de regresso para a 18ª edição. Música e espetáculos que vão chegar às nove ilhas do arquipélago. E ainda, uma "discreta" celebração dos 50 anos de carreira de Herman José.
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De 31 de agosto a 16 de setembro, o Festival Internacional dos Açores (FIA) vai regressar ao arquipélago açoriano para continuar, pela 18ª vez, a oferecer gratuitamente espetáculos e concertos de várias artes e géneros em atividades que se vão dividir pelas nove ilhas da região autónoma.

O Festival aposta na "multiculturalidade, cosmopolitismo e diversidade artística", explica Tiago Antunes, diretor do FIA em comunicado.

A programação assenta na exploração de várias rotas: a Rota das Artes Cénicas, a Rota da Música Clássica, a Rota da Música Brasileira, a Rota do Jazz, a Rota dos Mestres e, por fim, a Rota da Palavra, com foco na poesia. "Acho que este Festival, tem muito para andar porque, para além de pôr as artes em diálogo - e isso, por si só, é maravilhoso -, põe-nas em diálogo com o público". As palavras são do ator António Capelo, que vai estar a trabalhar com os açorianos nos dias 7 e 10 de setembro, na Terceira e no Pico, respetivamente.

Nesta 18º edição do Festival, a programação passa a incluir, para além da música clássica que caracteriza as origens do festival, o jazz, a música brasileira e artes cénicas, tais como, a inclusão da comunidade local artística, grupos de teatro locais e a comunidade.

Está prevista a realização de 23 concertos, ou espetáculos, quatro workshops, três conferências, três formações, duas exposições e sete ações em escolas locais. Serão também abordados temas como o feminismo, as comemorações dos 150 anos do nascimento do compositor e músico russo Sergei Rachmaminoff (1873-1943). A inclusão dos refugiados ucranianos nas ilhas também estarão em destaque no programa do FIA.

Outro enfoque desta edição é a celebração dos 50 anos de carreira de Herman José - o artista vai atuar nos dias 1, em S. Miguel, e 3 de setembro, na Terceira.

"Este convite é uma forma muito discreta de falar sobre isso [celebração dos 50 anos de carreira], até porque não há nada que me encante em fazer 50 anos de carreira já que sou relembrado da triste realidade de não ter direito a outros 50... a menos que entre para o Guinness", explicou o humorista.

A agenda conta com uma panóplia de artistas nacionais e internacionais além dos já mencionados, tais como: Artur Pizarro, Adriano Jordão, Júlio Resende, Luanda Cozzeti, Maestro Vitorino d"Almeida, Rita Blanco, Maria João, Pavel Gomziakov e Rubén Bettencourt, que se dividirão em atuações pelas nove ilhas.

dnot@dn.pt

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