Exclusivo "Acho que não se pode ser diplomata sem ser patriota"

Brunch com Francisco Alegre Duarte, diplomata e autor de livros infantis.

Quando chego, o novo embaixador de Portugal em Angola está já sentado na esplanada da pastelaria Londres, mesmo junto à praça de touros do Campo Pequeno. Mas não é a nomeação para Luanda o pretexto desta conversa à mesa com Francisco Alegre Duarte enquanto não deixa Lisboa, e sim o livro infantil recém-publicado pelo diplomata, dedicado à filha Clara, de 9 anos, e intitulado Kyma e Safi: A Viagem de Uma Onda. As ilustrações são de Chico Bolila e a editora é a D. Quixote.

"Escrevo para os meus filhos. Os primeiros livros, há mais de uma década, foram para os gémeos, Pedro e João, hoje adolescentes. Já têm 17 anos. Agora este é para a Clara. E haverá um dia um escrito para o Afonso, pois, apesar de ele aparecer um pouco já neste, sinto que estou em dívida", explica o diplomata de 48 anos, nascido em Argel porque o pai, o poeta Manuel Alegre, opositor à ditadura de Salazar e Caetano, ali esteve exilado até ao 25 de Abril de 1974.

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