CEO da Gol, Celso Ferrer anuncia abertura de rotas da empresa brasileira para Portugal.
CEO da Gol, Celso Ferrer anuncia abertura de rotas da empresa brasileira para Portugal.VITOMidia / Gol

Companhia aérea Gol anuncia Lisboa como novo destino

Quatro voos semanais entre o Rio de Janeiro e a capital portuguesa a partir de setembro. “Vamos conquistar novas fronteiras”, anunciou na noite de quinta-feira, 12, o CEO da empresa Celso Ferrer.
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Os brasileiros que desejem voar para Portugal têm desde esta quinta-feira, 12, mais uma opção: a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, pela voz do CEO da companhia, Celso Ferrer, anunciou oficialmente Lisboa como um dos três novos destinos, ao lado de Paris e Orlando. Os voos partem do Rio Janeiro, aeroporto do Galeão, rumo a Lisboa, aeroporto Humberto Delgado, a partir de 16 de setembro. Inicialmente serão quatro rotas de ida e volta semanais. Em breve, as vendas serão disponibilizadas no site e app da GOL.

Em evento no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o líder da Gol, falou “na conquista de novas fronteiras”, em “encurtar distâncias” e em “cruzar oceanos”. “Há 25 anos, a Gol decolava com um objetivo claro, democratizar os voos no Brasil, e agora, no nosso 25º aniversário, temos a honra de fazer este anúncio intercontinental”.

“Lisboa, sem dúvida, está no topo do ranking, sempre, de potenciais mercados para a Gol, a ligação de Portugal com o Brasil e o Rio de Janeiro, especialmente, é incrível, vê-se isso na arquitetura, nos sabores, nas relações até familiares”, disse ainda Ferrer. 

“Além disso”, sublinhou, “somos os maiores parceiros da TAP no Brasil e a TAP foi com quem fizemos questão de falar primeiro, até por sabermos dos problemas no aeroporto local”. “Em relação ao Porto, conseguimos slots, e vamos tentar, numa fase posterior, os voos”, acrescentou o executivo.

Para Mateus Pongeluppi, vice-presidente comercial da Gol, “Lisboa para nós tem um lado estratégico, é um destino quase mítico, além disso tem conectividade muito bem estruturada, o Porto está a começar a tê-la, vamos ver no futuro”. Até agora, a Gol operava principalmente em voos domésticos no Brasil e para alguns destinos na América do Sul, Caribe e Estados Unidos. 

Quem quisesse viajar entre Portugal e Brasil, sem conexões, teria de usar as brasileiras LATAM Airlines ou Azul Linhas Aéreas ou então a portuguesa TAP Air Portugal, que tem no país sul-americano o seu maior mercado fora da Portugal, com 15 rotas ligando Lisboa e Porto a 14 cidades brasileiras, se já contabilizarmos Curitiba, no Paraná, cujos voos devem estar operacionais ainda este ano. 

O CEO da Gol recordou então as dificuldades recentes da empresa e a forma como se recuperou. “Saímos de um processo de recuperação em 2025 mais fortes e mais consistentes e somos há cinco anos consecutivos a companhia aérea mais pontual do Brasil, reconhecimento da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”.

Para Ferrer, “a Gol acredita no Brasil, em geral, no Rio de Janeiro, em particular, com crescimento de 43% no turismo na cidade, segundo a Embratur, queremos que o Rio seja explorado além do óbvio”.

Novidades a bordo

A Gol anunciou, por outro lado, as classes Magno e Business Insignia By Gol. Entre os atributos desta última estão o check-in e embarque prioritários, acesso aos lounges Gol Smiles – programa de fidelidade da companhia – em destinos selecionados, como Nova York, Orlando, Paris e Lisboa, um assento que vira cama, kit de amenidades com itens personalizados, fone de ouvido com cancelamento ativo de ruído, sistema de entretenimento com touchscreen individual de 16 polegadas e desembarque e entrega de bagagem prioritários.

Já a Magno, mais alta categoria da Gol, foi criada para valorizar os viajantes mais frequentes: o cliente recebe seis milhas por real gasto em voos nacionais e até 18 milhas por dólar em voos internacionais. No aeroporto, esses passageiros contam com check-in exclusivo, com posições dedicadas dentro dos balcões Premium nos principais aeroportos, embarque prioritário, possibilidade de antecipar, remarcar ou cancelar voos diretamente por um concierge 24h e Smiles com até quatro familiares diretos, expandindo o benefício anterior que permitia apenas um acompanhante.

A gastronomia a bordo, entretanto, terá menu assinado por Felipe Bronze, chef com duas estrelas Michelin, oferecido em três etapas no almoço e jantar, com opções de entrada, prato principal e sobremesas.

Para concluir, a Gollog, unidade de logística da companhia, consolida sua presença em um novo hub de carga para o mercado internacional. A partir desse novo modelo, passa a disponibilizar uma capacidade de cerca de 20 toneladas no compartimento de cargas de cada A330, com transporte realizado de forma paletizada, ampliando a oferta de soluções para os seus clientes.

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Mais aeronaves

Já em janeiro tinha sido anunciado que a NAV Portugal, a agência reguladora do setor, havia concedido 42 períodos para pousos e 42 períodos para decolagens em Lisboa. No último dia 6, entretanto, a Gol comunicou a incorporação à frota de cinco aeronaves da Airbus A330-900, modelo com capacidade para 300 assentos e até 15 horas de alcance, sinalizando uma nova estratégia de diversificação de uma companhia que, por 25 anos, só operou com o modelo 737 da Boeing.

No mesmo dia, a empresa lançou um novo hub internacional no Galeão com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Com alianças com Avianca, American Airlines e Air France-KLM, a Gol tem mais de 60 acordos de codeshare e interline, acordos entre companhias aéreas para facilitar viagens com conexões entre diferentes empresas.

Fundada pelo empresário Constantino de Oliveira Júnior, a Gol iniciou operações comerciais em 15 de janeiro de 2001 com a proposta de operar no modelo de baixo custo, algo ainda pouco difundido no mercado brasileiro naquele momento. 

A empresa começou por estar ligada ao Grupo Áurea, tradicional conglomerado brasileiro do setor de transporte rodoviário, e rapidamente ganhou espaço no mercado doméstico ao apostar em passagens mais acessíveis, alta utilização da frota e padronização de aeronaves, as citadas Boeing 737. 

Durante a década de 2000 a expansão foi rápida e incluiu a aquisição, em 2007, da tradicional companhia aérea Varig, um negócio que ampliou rotas e presença internacional mas trouxe fortes desafios financeiros e operacionais devido às diferenças entre os modelos de gestão das duas empresas. A crise econômica brasileira de 2014 a 2016 e a pandemia de 2020 e 2021 também afetaram todo o setor aéreo brasileiro, Gol incluída. A recuperação está agora em marcha e com Lisboa no caminho.

*O jornalista viajou de São Paulo ao Rio de Janeiro a convite da Gol.

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