Claranet quer contratar 200 trabalhadores e promove o trabalho remoto

Empresa tem uma nova estratégia de trabalho flexível, que prevê o trabalho em modo híbrido ou mesmo 100% remoto para todas as funções que não necessitem de presença permanente nos escritórios ou em clientes da empresa.
Publicado a
Atualizado a

A Claranet Portugal, empresa especializada em tecnologias e soluções de cloud, security e workplace, está apostada em promover o trabalho remoto. A subsidiária portuguesa da multinacional britânica quer contratar 200 novos colaboradores, até ao final de 2022, e vai fazer esse recrutamento de forma "virtual e descentralizada"

Em comunicado, a empresa dá conta que a nova estratégia de trabalho flexível estará disponível para a "maioria da equipa". Ou seja, os funcionários poderão trabalhar em modo híbrido, ou mesmo 100% remoto, "em todas as funções que não necessitem de presença permanente nos escritórios de Lisboa e Porto ou em clientes da empresa".

O próprio recrutamento, direcionado a profissionais das áreas das tecnologias da informação, será feito de forma virtual, com candidatura através do site da empresa. Os funcionários passam "a poder operar a partir de qualquer parte do país, sem necessidade de alterarem o seu local de residência para trabalhar na Claranet", destaca o comunicado.

A empresa sublinha, ainda, que para promover o trabalho remoto, disponibiliza a todos os colaboradores que o pretendam fazer um kit de escritório, composto por computador portátil, monitor e cadeira de escritório, "além de outros instrumentos para facilitar" o trabalho à distância.

"A implementação do trabalho remoto parcial ou total já fazia parte da estratégia de Recursos Humanos da Claranet, mas a pandemia teve o efeito de reforçar mais esta tendência", refere o responsável da Claranet Portugal, que explica que, no último ano, a empresa registou um aumento da produtividade. A empresa decidiu, por isso, e "dando expressão à vontade manifestada pelos nossos colaboradores", alagar esta opção a mais pessoas. "Esta flexibilidade acrescida aumenta a produtividade e cria condições para o colaborador poder ter um mix de trabalho remoto ou presencial, que concilia bem as necessidades de cada pessoa e também da empresa", salienta António Miguel Ferreira.

Sobre as razões da implementação desta estratégia de trabalho híbrido e descentralizado, a Claranet diz pretender "proporcionar maior qualidade de vida" aos seus trabalhadores, mas, também, alargar o raio de ação do processo de recrutamento, cativando os profissionais de IT para "oportunidades e projetos aliciantes", sem necessidade de alterarem a sua residência para trabalharem na multinacional.

Fundada em 1996, a Claranet conta com mais de 2.500 trabalhadores em 24 escritórios distribuídos por 10 países (Reino Unido, Portugal, Brasil, França, Alemanha, Holanda, Espanha, Itália e EUA). Conta, ainda, com 45 datacenters (três em Portugal) e fatura anualmente 460 milhões de euros, dos quais 120 milhões em Portugal. Conta com 10 mil clientes empresariais, que incluem marcas como a Airbus, Peugeot, Unicef no Reino Unido, Misericórdia do Porto ou o Crédito Agrícola, entre outros.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt