Foguetão com satélites foi lançado com sucesso este domingo
Foguetão com satélites foi lançado com sucesso este domingoFoto: DR/Isar Aerospace

Start-up alemã lança primeiro foguetão comercial desde a Europa Continental

O Spectrum foi lançado com sucesso no norte da Noruega, levando cinco satélites europeus para serem colocados na órbita da terra. CEO da empresa e responsáveis políticos celebraram "nova era".
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A start-up alemã Isar Aerospace lançou com sucesso este domingo (7 de setembro) o primeiro foguetão comercial desde a Europa a partir da sua base espacial no norte da Noruega, naquele que pretende ser o primeiro passo para aumentar os lançamentos para envio de satélites europeus para a órbita da Terra, avançou a empresa.

O foguetão Spectrum, lançado desde a base ártica de Andoeya, levou cinco pequenos satélites e uma experiência científica de voo, noticiou a Reuters. Segundo o CEO da Isar, Daniel Metzler, “os lançamentos continuam a ser o maior obstáculo para a indústria espacial global”.

“A partir de hoje, existe uma verdadeira alternativa para clientes comerciais e institucionais”, disse Metzler, num comunicado publicado pela empresa no seu site.

“Conseguimos, em poucos anos, o que a indústria espacial europeia demorou décadas a alcançar. A Europa dispõe agora de acesso soberano ao espaço”, celebrou ainda o CEO, considerando ainda que se entrou “num novo capítulo da navegação espacial europeia”.

No mesmo sentido, o comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, celebrou na rede social X o lançamento “histórico” do Spectrum como um “grande incentivo” para o “acesso independente da Europa ao espaço”.

“Estou entusiasmado por ver que as ferramentas da UE ajudam as startups a passar da fase de laboratório para a fase de lançamento e a tornarem-se uma empresa europeia de espaço comercial de renome”, escreveu ainda.

Para o chanceler alemão, Friedrich Merz, o lançamento é o “início de uma nova era”, escreveu na rede social X. Já a ministra da Indústria e do Comércio, Cecilie Myrseth, citada pela Reuters, sublinhou que esta nova possibilidade “fortalece a segurança europeia nos tempos turbulentos em que vivemos".

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