Ilustração das duas sondas gémeas que a NASA colocou em órbita há cerca de uma década. A segunda deverá ter o mesmo destino pelo ano de 2030.
Ilustração das duas sondas gémeas que a NASA colocou em órbita há cerca de uma década. A segunda deverá ter o mesmo destino pelo ano de 2030.NASA

Sonda da NASA cai na Terra esta noite após 14 anos no espaço

A Van Allen Probe A, sem combustível desde 2019, deverá desintegrar-se sobre o oceano. Agência espacial norte-americana garante que existe um risco mínimo para a população mundial.
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A sonda espacial Van Allen Probe A, da NASA, tem o seu regresso à Terra previsto para o final da noite de hoje, terça-feira, 10 de março de 2026. Após quase 14 anos em órbita, o engenho de 600 quilogramas deverá atravessar a atmosfera de forma descontrolada, num evento que marca o fim definitivo de uma das missões científicas mais bem-sucedidas no estudo do campo magnético terrestre.

Lançada em agosto de 2012, a sonda (também conhecida como Radiation Belt Storm Probe A) passou sete anos a estudar as cinturas de radiação de Van Allen, zonas de partículas energéticas que rodeiam o nosso planeta. A missão foi declarada oficialmente terminada em 2019, quando o aparelho esgotou o combustível necessário para manter a sua orientação, iniciando desde então uma descida gradual e inevitável em direção à atmosfera.

A reentrada está calculada para as 23h45 (hora de Lisboa). De acordo com os especialistas da NASA e da Força Espacial dos Estados Unidos, a maior parte da estrutura da sonda irá desintegrar-se devido à fricção na atmosfera e às temperaturas extremas geradas pela entrada a alta velocidade.

Embora o termo "fora de controlo" possa suscitar preocupação, a agência espacial sublinha que a probabilidade de algum fragmento atingir uma zona habitada é extremamente reduzida, estimada em apenas 1 em 4200.

"O destino mais provável para quaisquer detritos que sobrevivam à reentrada é o oceano, longe de zonas costeiras", indicou o comunicado oficial. A sonda gémea, a Van Allen Probe B, continua em órbita, embora se preveja que siga o mesmo caminho por volta do ano 2030.

Este tipo de reentradas atmosféricas é um procedimento comum para satélites em fim de vida útil que não possuem sistemas de propulsão para uma "desorbitagem" dirigida, servindo a própria atmosfera terrestre como um "incinerador" natural para reduzir o lixo espacial.

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