Exclusivo Quente como o almíscar, subtil como a água-de-colónia. Dois aromas que conquistaram casas reais europeias

No século XVIII, um aroma conquistou os olfatos das casas reais europeias. Na fórmula da fragrância estava o almíscar, obtido da glândula de um cervídeo quase levado à extinção. Na mesma época, um aroma subtil, a água-de-colónia, nascia para ombrear com o potente almíscar.

Terroso, quente, amadeirado, sensual, apimentado, são termos que há milénios procuram captar a qualidade etérea de um ingrediente que inebria perfumistas. A origem do almíscar não faria supor as qualidades odoríferas que o incluíram, no início do século XVIII, nos bens cotados na Bolsa de Valores de Londres a duas vezes o seu peso em ouro. O almíscar provém de uma substância de odor pungente excretada numa glândula, entre o ânus e o pénis, do macho do veado-almiscareiro como forma deste marcar o seu território e atrair as fêmeas. Pequeno, com pouco mais de 20 kg, sem chifres, com carne de sabor pouco apetecível, o veado-almiscareiro não é, aparentemente, presa apetecível à caça nas montanhas de onde provém, um território que cobre o leste europeu e a Ásia. Mas foi-o por milénios.

O Homem percebeu que a glândula com a dimensão de uma noz, de pungente odor a urina, quando submetida ao calor do sol, de um forno ou submersa em azeite quente, liberta notas aromáticas inebriantes e perenes. Embora presente nas glândulas de outras espécies animais como o boi-almiscareiro, o rato-almiscareiro e o pato-almiscareiro, assim como espécies vegetais, o almíscar extraído do cervídeo proveniente da Rússia, Mongólia, China e Vietname, apresenta uma qualidade superior.

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