Exclusivo Onde está Humboldt? O naturalista que se "escondeu" em mapas ao longo de décadas

No ano de 1802, o naturalista e explorador prussiano Alexander von Humboldt fez história ao tornar-se o ser humano a alcançar maior altitude, ao escalar o vulcão Chimborazo, na América do Sul. Nas décadas seguintes, o feito mereceu consagração naqueles que ficaram conhecidos como mapas comparativos de montanhas, rios e acidentes geográficos.

Em 1869, uma onda de euforia percorreu o mundo, dos Estados Unidos à Europa, de África à América do Sul. A 14 de setembro, centenas de milhares de pessoas reuniram-se e saudaram em diferentes latitudes e longitudes, os cem anos sobre o nascimento de Alexander von Humboldt. Geógrafo, naturalista, explorador e filósofo prussiano, Humboldt ampliou, ao longo dos seus 89 anos de vida, os limites do mundo e o entendimento da natureza nas suas relações ínfimas e globais. De Humboldt, disse o rei prussiano Frederico Guilherme IV, tratar-se "do maior homem desde o Dilúvio".

Assim nos recorda a historiadora e escritora de origem alemã, Andrea Wulf, autora do livro A Invenção da Natureza, obra que é retrato vívido do périplo mundial de Humboldt, o homem que em 1801, preconizou na sua escrita um futuro pouco grandioso para a humanidade. Cria Humboldt na eventual expansão do Homem para o espaço, "numa letal mistura de vício, ganância, violência e ignorância por outros planetas, tal como estava a fazer já com a Terra", escreve Andrea na obra já citada. Humboldt dá o seu nome a um mar lunar, a um asteroide, a uma corrente oceânica, a dezenas de picos e serranias, a um glaciar e a mais de três centenas de plantas e cem animais, entre elas um pinguim nativo do Peru e do Chile, na América do Sul.

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