Exclusivo "Mãe de todas as árvores", a sequoia que viajou dos Estados Unidos para a Europa

Na década de 1850, a América do Norte revelou ao mundo o segredo que as serranias californianas albergavam há milénios, onde despontavam árvores tão altas como catedrais. Entre as sequoias, uma faria périplo mundial. O abate da "Mãe de todas as árvores" impeliu, ainda, a criação do sistema de parques nacionais norte-americanos.

O baque soou com estrondo audível a dezenas de quilómetros nas entranhas da floresta de coníferas da Serra Nevada, na Califórnia. Em 1908, a árvore de 60 toneladas rendeu ao solo os seus dois milénios de vida. Por mais de 50 anos, depois de despojado da casca por madeireiros da década de 1850, o gigante do mundo vegetal manteve a prumo os seus mais de 100 metros de altura. O exemplar de Sequoia sempervirens, comummente, conhecida como sequoia-vermelha, não caia anónimo, tinha nome: "Mãe de todas as árvores".

O ano de 1854, marcou o antes e o depois nas florestas de sequoias californianas, até então intocadas, desconhecidas dos europeus, embora há muito presentes no quotidiano do povo nativo da região, os índios Ahwahnechee. Em meados do século XIX, a conquista do Oeste Americano, inebriada pela sede de ouro, viu nas florestas de sequoias, um novo filão sob a forma de madeira. Florestas com centenas de quilómetros quadrados, com árvores que atingem os 115 metros de altura e nove metros de diâmetro na base, mostraram-se aos olhos dos madeireiros como fontes inesgotáveis de matéria-prima. Um erro que mereceria, ainda no século XIX, a atenção da imprensa norte-americana na defesa das florestas de coníferas californianas e génese para a criação do sistema de parques nacionais nos Estados Unidos.

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