Exclusivo Dos limites do céu aos do mar, a família suíça com o gene explorador

Há perto de um século que uma família suíça conquista os extremos no céu e no mar. A história do balonismo deve-se à linhagem Piccard. Entre os recordes de altitude em balão e da viagem sem escala a findar o século XX, há uma cronologia de explorações que incluem a descida ao ponto de maior profundidade dos oceanos.

Em 1883, o escritor francês Guy de Maupassant concluiu o escrito que o ocupava há seis anos. O ficcionista e poeta entregou às letras Uma Vida, livro onde protagoniza a jovem de 17 anos Jeanne, regressada a casa dos pais após cinco anos de recolhimento num convento. Na época, o escritor, nascido na Alta Normandia em 1850, ofereceu um exemplar da sua nova obra ao escritor conterrâneo Júlio Verne, então com dezenas de títulos publicados com enredos em ambientes tão diversos como o fundo do mar, a Lua e o âmago da Terra.

Mais de 100 anos volvidos, a cópia com dedicatória de Uma Vida oferecida por Maupassant a Verne viajou, em março de 1999, das mãos do bisneto do autor de Paris no Século XX e Vinte Mil Léguas Submarinas para as do psiquiatra e explorador suíço Bertrand Piccard. Jean-Jules Verne legou ao homem que se propunha alcançar um recorde mundial dentro de dias o livro-talismã que o acompanharia no feito.

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