Os destroços foram encontrados a 610 metros de profundidade ao largo da costa de Porto Rico.
Os destroços foram encontrados a 610 metros de profundidade ao largo da costa de Porto Rico.FOTO: Air/Sea Heritage Foundation

Destroços de avião caído há mais de 70 anos encontrados com drones subaquáticos

Avião da Pan Am caiu após descolar de Porto Rico em 1952. Destroços nunca tinham sido encontrados mas drones subaquáticos ajudaram à descoberta.
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Os destroços de um avião da Pan Am foram encontrados no meio do Oceano Atlântico 74 anos após ter caído, informou a Air/Sea Heritage Foundation. A entidade liderou a procura pelos restos da aeronave com recurso a drones subaquáticos automáticos.

O avião Clipper Endeavor, um Douglas DC-4 que fazia o voo 526A da Pan Am, foi encontrado a 610 metros de profundidade ao largo da costa da ilha de Porto Rico. Foi utilizado um sonar de alta resolução e em parceria com a empresa Deep Sea Vision.

O Clipper Endeavor tinha partido, a 11 de abril de 1952, do aeroporto de San Juan em direção a Nova Iorque com 64 passageiros e cinco membros da tripulação. Segundo a fundação, os vários motores do avião falharam após a descolagem e obrigaram a uma aterragem na água. Apesar da tripulação e 12 passageiros terem sido salvos, 52 pessoas acabaram por morrer, tornando-se o pior acidente aéreo da história de Porto Rico.

Foi a partir deste acidente que se passou a apresentar as medidas de segurança e os processos em caso de emergência antes dos voos, parte de um conjunto de reformas das autoridades de aviação norte-americanas.

“Fiquei a saber do Clipper Endeavor pela primeira vez enquanto investigava um acidente da Pan Am totalmente diferente e fiquei surpreendido por uma história tão importante ter sido, em grande parte, esquecida pela memória coletiva”, afirmou Russ Matthews, historiador marítimo e presidente da Air/Sea Heritage Foundation, no comunicado da instituição.

Investigação começou em 2019

Segundo a fundação, as investigações naquela zona começaram em 2019, seguindo o rasto deixado por vários relatos da época do acidente, presentes nos arquivos de Porto Rico e que incluiam testemunhos de sobreviventes e transcrições de comunicações da tripulação.

Foi com a ajuda do navio Fugro Basilis e um drone subaquático dos “mais avançados do mundo” da Deep Sea Vision que foi possível chegar à localização, usando técnicas que permitem analisar até seis mil metros de profundidade.

"Esta descoberta proporcionou uma oportunidade única de nos ligarmos a um momento crucial da história, ao mesmo tempo que demonstrou como a aplicação adequada da investigação e da tecnologia de ponta pode desvendar até os mistérios submarinos mais escondidos", afirmou Tony Romeo, CEO da Deep Sea Vision.

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