Colares e pulseiras "anti-5G" fazem mal. São radioativos

Produtos vendidos como "protetores" das novas redes de banda larga libertam radiação que as autoridades de saúde dos Países Baixos avisam que provocam alterações celulares.

Colares, pulseiras, máscaras e outros objetos de uso pessoal vendidos como "protetores" dos supostos malefícios das novas redes de banda larga móvel 5G afinal são eles próprios prejudiciais para a saúde por serem radioativos.

A autoridade dos Países Baixos para a proteção nuclear (ANVS) emitiu esta semana um aviso acerca de dez produtos desta categoria por emitirem iões em quantidade elevada suficiente que, quando utilizados junto à pele durante longos períodos, podem provocar danos genéticos nas células, noticia a BBC.

Apesar de existirem muitas teorias da conspiração acerca dos supostos malefícios das novas redes 5G, estas não emitem quaisquer radiações por iões. As ondas rádio que usam são semelhantes às das antenas 3G e 4G das redes até agora utilizadas nas comunicações móveis, apenas noutras frequências.

Nos Países Baixos, a ANVS pede a quem comprou estes produtos que "não os utilize mais, os guarde num local seguro e espere por instruções para devolução".

"Os vendedores conhecidos pela ANVS foram informados que a comercialização está proibida e deve parar imediatamente", segundo comunicado citado ainda pela BBC. "Os consumidores devem ser informados disso mesmo".

Entre os produtos detetados como radioativos existe mesmo uma pulseira para crianças.

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