O buraco do ozono não se vai curar antes de 2070

Investigadores ligados à agência espacial norte-americana NASA afirmam que a proibição mundial de utilização de químicos que destroem a camada de ozono da Terra ainda não teve qualquer efeito mensurável.

As alterações registadas anualmente nas dimensões do buraco da camada de ozono existente sobre a Antártida são resultado de variações naturais das correntes atmosféricas e não um sinal de recuperação, segundo estudos apresentados esta quarta-feira na conferência anual da American Geophysical Union.

"O ozono é produzido nos trópicos, mas é transportado pelos ventos para a região polar", afirmou a cientista Anne Douglass, citada pelo site especializado Space.com. "Esse transporte varia um pouco de ano para ano", acrescentou a investigadora do projeto Aura da NASA, que mede as alterações atmosféricas.

Os dados mais recentes permitem concluir que a simples medição do tamanho do buraco da camada de ozono não é a melhor forma de perceber até que ponto a atmosfera do planeta está a recuperar.

Os investigadores preveem que só a partir de 2025 será possível começar a registar resultados da proibição de libertação para a atmosfera de substâncias químicas destruidoras de ozono, os clorofluorcarbonetos (CFC), decidida nos anos de 1990. E que não é expectável que o buraco esteja "curado" antes de 2070.

A camada de ozono, que se situa a cerca de 20 a 30 quilómetros acima da superfície do planeta, serve como proteção dos raios ultra-violeta do Sol, capazes de provocar cancro na pele e outras doenças no ser humano.

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