Exclusivo As mulheres caçadoras de estrelas da América do século XIX

Nos EUA do século XIX um grupo de mulheres trabalhava anonimamente no observatório astronómico de Harvard. Entre estas destacou-se Williamina Fleming.

A 20 de fevereiro de 1962 um pequeno engenho espacial orbitou por três vezes o planeta Terra a uma velocidade superior a sete mil metros por segundo. A bordo da cápsula Friendship 7, viajava o astronauta John Glenn, então com 40 anos. O périplo de cinco horas, 265 quilómetros acima da superfície do planeta, fez de Glenn o primeiro norte-americano a orbitar a Terra. A palavra sucesso colou-se ao projeto Mercury, iniciado em 1958 pela então recentemente criada NASA. A solidão do astronauta em viagem vertiginosa acima da atmosfera terrestre contrastava com milhares de técnicos e cientistas que garantiam em terra o sucesso da missão.

Entre eles, três afro-americanas com cargos de relevo na NASA. Katherine Johnson, matemática e física, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, ambas matemáticas, trabalhavam nos cálculos complexos que permitiriam, em segurança, concretizar a órbita de John Glenn. Numa América do início da década de 1960 atreita a segregação racial e sexual, os três computadores humanos da NASA, a par com dezenas de outras mulheres, operavam na semiclandestinidade. A disputa espacial que opunha os Estados Unidos da América à União Soviética requeria génio e mão-de-obra. Katherine, Dorothy e Mary seriam recordadas já no século XXI na escrita biográfica de Margot Lee Shetterly, norte-americana que assinou o livro Elementos Secretos, adaptado ao cinema em 2016.

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