Exclusivo Andrew Ellicott Douglass, o senhor dos anéis norte-americano

Nos anéis concêntricos existentes no corte transversal dos troncos das árvores, lê-se uma parte da história natural do mundo. A avaliação do clima, as boas e más colheitas do passado, a datação de edifícios e obras de arte, são devedoras da dendrocronologia.

Comerciante e artesão habilidoso, Jonathan Fairbanks deixou a sua Inglaterra natal em 1633 para cruzar o Atlântico rumo à Colónia da Baía de Massachusetts, nos territórios nordeste dos atuais Estados Unidos da América. Jonathan, a mulher Grace, e os seus seis filhos, juntaram-se, corria 1836, aos membros fundadores da comunidade de Dedham, não mais de 200 almas. Já como proprietário de terra, o casal Fairbanks alargou o negócio da construção de máquinas de fiar para a produção agrícola e erigiu a sua casa. Volvidos perto de 400 anos, oito gerações habitaram a casa que, hoje, é reconhecida como a estrutura em madeira mais antiga dos Estados Unidos. A Fairbanks House viu-lhe atribuído o estatuto de museu e também monumento aos pioneiros que se estabeleceram no território. Antes, houve que determinar com precisão a data da construção do edifício. A resposta chegou de um dos pilares de madeira que serve de suporte à construção. Entre 1637 e 1638, Jonathan Fairbanks embrenhou-se na floresta e abateu os carvalhos para a edificação da casa. Madeiras que mantinham a impressão digital do seu berço natural. A resposta à pergunta, "quantos anos tem a casa Fairbanks?", residia nos anéis de crescimento da árvore e ao método científico que os lê, a dendrocronologia.

Há muito que a existência de anéis concêntricos na secção transversal dos troncos constituía uma evidência sem, contudo, merecer mais do que a mera observação. A concretização de um método credível de datação, a partir dos anéis das árvores, chegou pelas mãos de um astrónomo norte-americano, nascido em 1867.

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