Segurança que terá agredido jovem "já não está ao serviço da STCP"

Funcionário da 2045 não exercerá funções na STCP enquanto estiver a decorrer o processo de averiguações ao que se passou no domingo dia 24 de junho

O segurança da empresa 2045 ao serviço da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que alegadamente agrediu uma jovem de ascendência colombiana já "não está ao serviço da STCP", disse à Lusa fonte da empresa.

De acordo com a fonte, o funcionário da 2045 não exercerá funções na STCP enquanto decorrer o processo interno de averiguações ao que se passou no passado domingo, na noite de São João.

Nicol Quinayas, de 21 anos, nascida em Portugal, mas de ascendência colombiana, alega ter sido violentamente agredida e insultada na madrugada de domingo, no Porto, por um segurança da empresa 2045 a exercer funções de fiscalização para a empresa STCP.

Depois de o caso se ter tornado público, inicialmente pelas redes sociais e depois pelos jornais, a SOS Racismo condenou a agressão à jovem Nicol Quinayas, que reside em Gondomar, no distrito do Porto.

Segundo uma fonte da PSP do Porto contacta pela agência Lusa, a jovem "apresentou queixa por agressão ocorrida na noite de São João", no momento em que "aguardava na fila para entrar num autocarro da STCP".

Já a empresa de segurança privada 2045 revelou ter iniciado um processo de averiguações interno relacionado com a agressão.

Em comunicado, a 2045 confirmou a "ocorrência na [empresa] STCP do Porto, na noite de São João, pelas 05:30/06:00", e acrescenta que esta "foi comunicada à PSP, que esteve presente no local".

Sem nunca mencionar a acusação de "motivações racistas" avançada pela agredida, a 2045 refere, no entanto, ter "cerca de 3.000 funcionários, entre vigilantes e colaboradores da estrutura", que incluem "elementos de várias etnias", assegurando não haver "qualquer tipo de descriminação de nacionalidade, religião, raça ou género".

A Lusa voltou a contactar a empresa 2045 para saber se já haveria resultados da averiguação, mas até o momento ainda não obteve resposta.

A Inspeção Geral da Administração Interna abriu um processo para esclarecer o caso junto da PSP e, em nota enviada às redações, o Ministério da Administração Interna (MAI) diz que o ministro Eduardo Cabrita "não tolerará fenómenos de violência nem manifestações de cariz racista ou xenófobo".

"Na sequência das questões suscitadas hoje por vários partidos parlamentares, relativas a uma ocorrência envolvendo uma cidadã colombiana no Porto, o Ministério da Administração Interna informa que, através da Inspeção Geral da Administração Interna, foi aberto um processo administrativo, que visa o esclarecimento da situação junto da Polícia de Segurança Pública", refere a nota do MAI.

A gestão da STCP foi entregue à Área Metropolitana do Porto e às autarquias que hoje exploram a empresa.

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