Derrocada de prédio obriga a realojar 66 pessoas. Edifício será demolido

A derrocada parcial de um prédio devoluto na Avenida Elias Garcia, na cidade de Lisboa, não provocou vítimas, mas vai obrigar a realojar cerca de 50 estudantes, que residiam num edifício contíguo

A fonte da Câmara Municipal de Lisboa confirmou à agência Lusa que a derrocada não provocou vítimas, depois de uma equipa cinotécnica ter vistoriado toda essa zona da avenida.

Contudo, por questões de segurança, os prédios contíguos, entre os números 120 e 130 (correspondentes a dois prédios), vão ficar interditados até que sejam efetuadas vistorias para avaliar as condições de segurança, motivo pelo qual uma creche ali localizada vai estar encerrada na quinta-feira.

Nestes edifícios há também espaços comerciais.

A autarquia está a realojar estudantes de uma residência universitária contígua, que vai estar também encerrada.

O vereador da Proteção Civil da Câmara de Lisboa, Carlos Castro, explicou que os estudantes "tiveram de ser desalojados" e que vão pernoitar numa Pousada de Juventude, tendo-lhes sido fornecida uma refeição.

Na residência universitária, moram 80 estudantes, mas apenas 50 foram identificados e encaminhados até cerca das 23:00.

A ocorrência foi comunicada ao Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa pelas 20:00, indicando a "derrocada parcial de um edifício devoluto" na Avenida Elias Garcia, disse fonte do regimento à Lusa.

Para o local, foram mobilizados 22 operacionais e 10 viaturas dos sapadores, entre outros meios da Proteção Civil municipal e da PSP.

Os trabalhos do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa foram entretanto dados por concluídos.

Numa conferência de imprensa dada esta quinta-feira ao início da tarde, Carlos Castro deu mais detalhes. "Das 66 pessoas afetadas, 59 eram estudantes e sete adultos e tiveram total acompanhamento. Providenciámos uma vistoria e o prédio terá de ser demolido com urgência. Pela parte dos responsáveis da residência está a haver o cuidado de encontrar alojamento. Importa apurar se foi uma questão de erro humano ou não", afirmou o vereador da Proteção Civil da Câmara de Lisboa.

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