Farmacêutica Hovione investe 200 milhões no Seixal. Fábrica empregará 200 pessoas

Empresa de investigação na área farmacêutica vai construir fábrica no Seixal. Investimento ronda os 200 milhões de euros e deverá criar 200 postos de trabalho diretos.

O Parque Industrial do Seixal vai receber a nova fábrica da multinacional de investigação farmacêutica Hovione. O projeto que também envolveu a autarquia seixalense e a empresa Baía do Tejo vai ser apresentado publicamente na terça-feira, dia 15 de janeiro envolverá um investimento de 200 milhões de euros por parte da empresa que tem sede em Loures. Há também a expectativa de criar 200 postos de trabalho diretos, com trabalhadores altamente qualificados.

Os pormenores deste acordo só serão conhecidos na próxima semana, mas nos últimos meses de 2018 o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, fez várias declarações públicas sobre os investimentos que espera ver concretizados este ano e nos próximos no concelho e nomeou sempre que estava a ser negociado um acordo com uma empresa da área farmacêutica para que esta instalasse uma unidade fabril em terrenos da autarquia. Nessas intervenções foi revelando o valor do investimento - 200 milhões de um total de mil milhões de euros que envolvem apostas no turismo e hotelaria -, mas recusou sempre dizer o nome do investidor. Agora com o anúncio da cerimónia de terça-feira fica público que será a Hovione.

A apresentação dos planos para a fábrica será feita pelo CEO da firma Guy Villax, marcando também presença Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo e Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal.

Este investimento, um dos mais importantes dos últimos anos na Margem Sul do Tejo, é feito na construção de uma unidade industrial de alta tecnologia que vai ajudar a desenvolver a capacidade da empresa na investigação e desenvolvimento de processos químicos e dispositivos médicos além da produção de princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial.

Além desta aposta no Seixal, a Hovione - que tem fábricas em Loures, China, Estados Unidos e Irlanda -, inaugurou em setembro um centro de investigação e desenvolvimento em Nova Jérsia (EUA) onde investiu 30 milhões de euros.

Este negócio faz ainda parte do projeto de desenvolvimento dos parques industriais existente no Seixal, Barreiro, Almada e Estarreja que tem vindo a ser desenvolvido pela empresa Baía do Tejo e que é conhecido como Lisbon South Bay. No caso do arco ribeirinho da capital a empresa tem sido responsável, por exemplo, pela requalificação dos terrenos na antiga Quimigal, no Barreiro, onde se têm instalado dezenas de empresas.

Outro dos projetos emblemáticos é a Cidade da Água, que nascerá nos antigos terrenos da Lisnave, em Almada, para onde está projetada a construção de habitação, comércio, um hotel, uma marina e um terminal fluvial.

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