Falta de segurança obriga a mudar 166 alunos de escola em Lisboa

Duas escolas da capital não têm condições de segurança para funcionar, uma devido à instabilidade do terreno onde foi construída e a outra pela falta de condições do edifício. Câmara decide transferir 166 alunos do ensino básico para outros locais.

A falta de segurança dos edifícios onde funcionam a Escola Básica do 1.º Ciclo Vale de Alcântara e a Escola Básica São Sebastião da Pedreira levou a Câmara Municipal de Lisboa a decidir transferir os 166 alunos que as frequentavam para outros estabelecimentos de ensino da capital a partir do início do 3.º período, a 23 de abril.

Esta decisão surgiu depois de uma avaliação técnica ter detetado, soube o DN, problemas ao nível das fundações no caso do Vale de Alcântara (Quinta do Loureiro) - devido à instabilidade dos terrenos onde foi construída a escola - e de ser considerado que o edifício onde funciona a EB São Sebastião da Pedreira (Avenidas Novas) não tem condições para continuar a funcionar com o atual uso.

O anúncio desta mudança foi feito ao início desta tarde pelo pelouro da Educação e dos Direitos Sociais da autarquia num comunicado em que alega a "segurança de quem frequenta as escolas em questão" para a tomada de decisão. Neste documento é explicado que os alunos que frequentam a escola de Alcântara vão para a EB Manuel da Maia e os de São Sebastião da Pedreira irão para a EB Marquesa de Alorna.

De acordo com o gabinete do vereador Manuel Grilo (eleito pelo Bloco de Esquerda), a câmara vai responsabilizar-se pelo transportes dos alunos do local onde estão atualmente para as novas escolas. Essa garantia está a ser dada aos encarregados de educação com os quais estão a ser efetuadas reuniões para explicar as razões desta decisão.

Depois desta transferência, o DN sabe que vai ser efetuada outra avaliação aos edifícios para ser equacionado o futuro dos mesmos. Que não passará, garante o gabinete do vereador Manuel Grilo, pela "eventual abertura de um programa de consumo vigiado (PCV), que está previsto para outro espaço. Não é intenção da câmara substituir um equipamento por outro, nem a lei permitiria um PCV em bairro consolidado", lê-se no comunicado.

É também garantido que estes serão os "dois únicos equipamentos em que a autarquia tem de tomar esta decisão".

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