Afinal, serve de pouco ter uma horta na varanda

Plantamos ervas aromáticas à janela e alfaces na varanda - até há quem torne o jardim numa pequena horta. Mas há uma empresa que diz que isso de pouco vale.

Décadas depois de os nossos pais e avós terem trocado o campo pelas promessas da cidade, os centros urbanos ainda continuam a crescer - e a chegar a um ponto insustentável. Se todos os dias há alguém que diz que não consegue encontrar casa e se queixa dos transportes públicos, como será daqui a uns anos? Por outro lado, quando não houver ninguém no interior, quem vai alimentar as cidades?

De facto, a previsão é que, em 2050, a população mundial terá aumentado em 3.000 milhões de pessoas, sendo que cerca de 70% viverá em núcleos urbanos. Nessa altura, por mais que todos os nossos vizinhos tenham uma horta na varanda, cenouras, alfaces e cebolas plantadas em lotes entre edifícios, pátios comunitários e telhados, nada disso chegará para nos alimentar a todos - e sobretudo, de forma sustentável e sem esgotar todos os recursos da Terra.

Se vamos estar todos nas cidades, e não tendo espaço para cultivar em largos terrenos como no interior, é preciso encontrar uma solução para não morrermos todos à fome (num futuro não assim tão longínquo). Em 2002, uma empresa chamada Plantagon já se debruçava nessa preocupação, e o que lhes ocorreu foi uma solução que tem tanto de inovador como original: se não podemos cultivar em largura, vamos fazê-lo em altura. A Plantagon chamou-lhe "agritectura" e começou a tomar forma em 2008, quando a companhia apresentou o protótipo de um edifício de vários andares, composto por estufas verticais. A gestão da agricultura é feita através de robôs, que garantem que as plantas vão do chão até ao topo para completarem o seu ciclo biológico e serem colhidas.

Segundo a Plantagon, ter uma horta é muito bom, mas para produzir 15% dos alimentos que são consumidos nas cidades, é preciso pensar "de forma muito diferente".

A ideia desta empresa é de facto muito original (tanto, que nunca nos passou pela cabeça), mas que faz todo o sentido num tempo em que a tecnologia deve ser a nossa maior aliada. Assim sendo, é natural que esteja em destaque no Vodafone Future, onde pode ver o vídeo do protótipo do primeiro edifício, que será construído na cidade sueca de Linköping. Será uma primeira experiência, para a qual a empresa tem grandes expectativas. Afinal, "se ninguém tiver a coragem de tentar, não encontraremos a solução a tempo".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".