Vodafone lança três novos serviços de segurança, resiliência e saúde para empresas em Portugal

Vodafone lança três novos serviços de segurança, resiliência e saúde para empresas em Portugal

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A Vodafone Portugal lançou hoje três novos serviços para os seus clientes empresariais, que vão responder a desafios de segurança, resiliência das redes e cuidados remotos de saúde no mercado nacional. As novidades foram apresentadas durante a segunda edição do Vodafone Open Day, que decorreu no Taguspark com a presença de parceiros, clientes e executivos globais da operadora. 

“Queremos simplificar o acesso às melhores tecnologias”, resumiu a diretora de produtos e serviços da Vodafone Business, Filomena Pereira, que apresentou as novas soluções no evento. “A nossa ambição é ser o parceiro de confiança para todas as necessidades digitais dos nossos clientes”, afirmou. 

A primeira solução em estreia é a Vodafone Business Secure Service Edge, uma oferta em cloud gerida que garante acesso seguro e controlo aplicacional, independentemente do dispositivo e localização do utilizador. “O cliente pode avançar para funcionalidades de segurança na sua rede sem ter de alterar a sua solução de conectividade”, salientou Filomena Pereira. 

A segunda novidade é a Vodafone Care Tracker - Health, uma evolução do Care Tracker que a empresa já tem no mercado. Segundo a gestora, esta é uma solução de monitorização remota que permite, através de uma plataforma centralizada e dispositivos médicos recolher informação de pessoas vulneráveis ou com doenças crónicas. “É especialmente importante para lares, centros de saúde e clínicas que pretendem acompanhar estas pessoas”, descreveu. 

A outra solução em lançamento é uma mochila inspirada nos desastres recentes em Portugal, desde o apagão à tempestade Kristin, que deixaram milhares de clientes e empresas sem acesso à rede. 

“É uma solução de comunicações resiliente no formato de mochila, em que conjugamos a conectividade e a capacidade de criar uma rede móvel num determinado espaço com até 16 utilizadores em chamada ao mesmo tempo”, explicou Filomena Pereira. Este pack de Resiliência, denominado SOS Connected Backpack, será especialmente importante para forças de segurança, equipas no terreno e equipas de segurança, adiantou. 

O momento de lançamento dos novos serviços e expansão da oferta existente é, segundo disse o administrador executivo Henrique Fonseca no início do evento, muito apropriado. Coincide com o alerta dado pela Comissão Europeia sobre o atraso que se começa a verificar na digitalização das empresas nacionais, apesar de Portugal ter algumas das melhores redes de fibra e 5G da Europa. 

“No entanto, as empresas portuguesas estão a ficar para trás na adoção das novas tecnologias, da cloud, da Inteligência Artificial, da analítica, entre várias outras, e isso pode vir a comprometer a competitividade digital do país”, salientou o executivo. 

A era da inteligência também traz riscos

A IA e a segurança foram temas centrais no evento, com o responsável internacional da Vodafone Mark Bennett, Head of Fixed and Software Defined Networking Products do grupo, a falar da relação entre ambas. 

“A segurança é uma componente crítica neste momento”, disse. “A IA pode ajudar, mas também pode ser uma ameaça.” Bennett destacou alguns sectores onde a resiliência é particularmente relevante, como a saúde e a área financeira. “A nossa visão não é apenas conectar utilizadores e dispositivos a aplicações na nuvem, também é conectar agentes e IA em toda a infraestrutura de rede”, indicou. 

O executivo citou uma previsão relevante da consultora Omdia: em 2033, 60% do tráfego nas redes será proveniente de milhões de agentes IA a comunicarem uns com os outros. 

“A IA está a explodir”, afirmou o responsável. “Toda a comunicação vai mudar e há um enorme investimento neste espaço.” A qualidade das redes terá de melhorar e não poderá ser variável, considerou, dizendo que será muito importante garantir baixa latência e alta capacidade. 

Toda esta expansão também trará desafios de segurança, porque a superfície de ataques será maior, haverá agentes “rebeldes” a circular e o potencial de extração de dados e de API mal configuradas representa riscos de segurança. “É muito importante que desenhemos segurança para a IA e melhoremos as nossas ofertas de segurança”, salientou.

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