Inovação em robótica coloca Portugal na linha da frente na Europa

Inovação em robótica coloca Portugal na linha da frente na Europa

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Há cada vez mais startups portuguesas a inovar na área da robótica e a colocar o mercado nacional na linha da frente da Europa. Algumas destas tecnologias vão ser demonstradas hoje durante o Vodafone Open Day, que decorre no Taguspark com uma agenda virada para a inovação, os desafios das empresas e o papel da tecnologia no impulso aos negócios. 

“Nós temos visto muita evolução rápida na defesa e na indústria, muito por via da robótica e da utilização de sensores, da Internet of Things”, disse ao Jornal de Notícias Marisa Gomes, gestora de inovação da Vodafone Portugal. A executiva indica que a robótica e drones com a componente de analítica de vídeo estão entre as ideias inovadoras que têm tido mais tração em Portugal. 

A operadora, que tem um foco de atuação relevante na indústria e na saúde,  tem aumentado a adoção deste tipo de soluções inovadoras para dar mais agilidade no terreno. “São dois grandes sectores onde a tecnologia está ao serviço e a fazer com que as operações evoluam drasticamente”, salientou Marisa Gomes, referindo que a aceleração da indústria passa pela manutenção preditiva no chão de fábrica e pelo uso da robótica para tornar as atividades repetitivas mais rápidas.

Uma dessas soluções, que está a registar bons resultados no chão de fábrica, será apresentada no Open Day, explicou a responsável. “É possível provar de forma muito simples, com uma demonstração de cinco minutos, o retorno que uma linha de montagem pode ter se tiver aquele robô”, adiantou. “Vamos mostrar que é possível, é rápido, traz valor para a organização que o contratar, mas também traz valor para a Vodafone porque vai dar a camada de rede segura que é necessário para este tipo de soluções.”

A questão da segurança será transversal às demonstrações planeadas, explicou Marisa Gomes, porque as soluções têm tanto de oportunidade como de risco. “Não deixa de ser mais um robô ligado à rede e que traz vulnerabilidades para uma organização”, frisou. “Portanto, a Vodafone irá operar o robô sobre uma rede segura e garantir que traz valor.”

O propósito, no Open Day, é mostrar tendências e startups que já estão preparadas para a escalabilidade que o mercado está a pedir na inovação. “São startups que já estão prontas para responder a necessidades de mercado, em terreno de atuação final”, apontou. 

À frente do Vodafone Innovation Hub, Marisa Gomes elogia a qualidade do que está a ser feito no mercado português ao nível da robótica. “Nós temos uma rede de engenheiros ótima em Portugal e temos várias linhas de montagem que são de um nível de qualidade muito à frente de qualquer escala europeia”, destacou. 

Mesmo a dificuldade de acesso a componentes, com custos elevados, pode agora ser mitigada com o auxílio de fundos públicos, do PRR ao PTRR e PT 2030. “As microempresas que tinham know-how para o fazer não o conseguiam por limitações de custos. Atualmente, com estes programas ao dispor, a tendência está-se a inverter um pouco”, explicou Marisa Gomes. “Estão a candidatar-se com sucesso e existem muitos polos descentralizados, Coimbra, Aveiro, ilhas, onde estão com capacidade e linhas de montagem prontas para executar.” 

Inovação em português

Um dos objetivos da Vodafone com o Innovation Hub é levar ideias novas para a empresa, atraindo startups que podem contribuir para melhorar o seu portfólio de soluções. “O mote é tornar ideias em negócios e em impacto para o mercado, sempre com o propósito principal de transformação digital e dotar os nossos clientes das tecnologias de última geração”, descreveu Marisa Gomes. 

Tudo gira em torno das tecnologias que a empresa considera serem a tendência de mercado – 5G, redes privadas móveis e ‘edge computing’. O Innovation Hub divide-se em três grandes braços: Innovation Center, onde são demonstradas soluções de negócio a clientes empresariais, o laboratório de inovação. onde são testados potenciais serviços, e o programa de aceleração de ideias. É aqui que a empresa se foca em atrair startups para o seu ecossistema de inovação, tendo já organizado vários programas de inovação aberta e mantendo uma parceria com a Beta-i para a seleção de startups. 

“A Vodafone aqui o que procura mesmo é ser o catalisador da ideia”, referiu Marisa Gomes, posicionando a operadora como um ponto central entre dois vértices – os clientes e os inovadores.

Mas a operadora também usa estas inovações para melhorar os seus próprios processos. “Por exemplo, dos 59 pilotos que executámos, tivemos 25 oportunidades de negócio. Dessas, 25% a 30% foram para resolver e mitigar questões internas que tínhamos”, adiantou a executiva. “Neste ecossistema de pilotos, embora o nosso principal objetivo seja criar valor no mercado, não descuramos que a Vodafone faz parte do mercado”, continuou. “Portanto, também trazemos as ideias para dentro de casa e é esse um dos nossos motes.”

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