Em setembro, a Amorim Luxury vai lançar uma aplicação para agregar todo o universo da sua marca de lifestyle JNcQUOI, que incluirá hospitalidade, loja, reservas, aluguer de carros e gestão de assinaturas. “Vamos entregar algo muito diferenciador no digital aos nossos clientes”, disse o diretor de tecnologia da Amorim Luxury, Nuno Cabral, durante um painel do Vodafone Open Day. O lançamento é possível, segundo explicou o responsável, porque a empresa conseguiu libertar tempo e recursos ao entregar a gestão de serviços à Vodafone. Foi um dos exemplos levados ao Centro de Congressos do Taguspark de como empresas portuguesas de vários sectores estão a fazer crescer o negócio através de soluções inovadoras, tal como os serviços geridos oferecidos pela operadora. “Há dois anos o grupo decidiu que tinha de investir na parte digital”, contou Nuno Cabral, referindo que a empresa viu nos serviços geridos vantagens operacionais. “Este dia a dia é operado pela Vodafone”, descreveu. A Amorim Luxury tem grande planos de expansão e prevê duplicar o tamanho em 2028, o que será facilitado pela relação de parceria com a operadora. “O desafio é escalar e manter os níveis de qualidade do serviço”, salientou, uma vez que o mundo do luxo é muito analógico para o cliente, que espera contacto humano personalizado em cada interação. Nuno Bastos, gestor das áreas de Cloud e Security da Vodafone Business em Portugal, explicou que a operadora criou uma oferta para responder especificamente à necessidade da Amorim Luxury, na fase inicial. “Construímos a partir da necessidade do cliente”, indicou, sendo que a oferta está agora disponível para outras empresas, independentemente do tamanho, e engloba a área da segurança. “Em todas as organizações a pergunta já não é se vamos ser digitais, é como vamos expandir o digital, e isso aumentou a superfície de ataque”, frisou o responsável da Vodafone. Isso implica um acompanhamento da tecnologia, que é cada vez mais complexa, num mundo com escassez de talento. Para Nuno Bastos, ofertas como o VBSOC – Vodafone Business Security Operations Centre, o Vodafone Business Secure Service Edge e os serviços geridos permitem democratizar o acesso a todo o tipo de empresas. O CEO da AJTEC, Marco Jesus, destacou a questão da segurança numa altura em que a ascensão da Inteligência Artificial representa maior potencial de perigo. “A questão da segurança é um fator muito importante”, frisou. A empresa estava perante um desafio: “ou íamos desenvolver internamente ou selecionar um parceiro de outsourcing.” Foi esta última escolha que a AJTEC fez, aproveitando uma parceria de dez anos com a Vodafone.Marco Jesus salientou que o VBSOC permite à sua empresa ter assistência 24 horas por dia com pessoas específicas em cada área. “Isto liberta-nos e deixa-nos descansados”, indicou. “Estamos à vontade com a questão da segurança e isso liberta-nos para nos conseguirmos dedicar ao que queremos fazer, ao desenvolvimento de software.”Outro ponto importante discutido no Open Day foi o da resiliência das redes, com um painel que incluiu o CEO da Elecctro Solutions, Diogo Barata Simões e o diretor de segurança da SIBS, Frederico Dias. “A rede tem de estar sempre on, não pode falhar. Se falha, o nosso call center é cilindrado porque temos 30 mil máquinas”, afirmou Diogo Barata Simões, cuja empresa gere todo o tipo de máquinas sem intervenção humana, como vending, lavandarias self-service ou carregadores de carros elétricos. Para a SIBS, o ponto vital é saber reagir à falha. “A organização tem como parte do ADN criar sistemas para a segurança e resiliência”, apontou. “Obviamente a tecnologia falha e nós temos de preparar os cenários de falha.” Os desafios da empresa são muito particulares, porque tem de garantir que as máquinas de levantamento automático e pontos de venda funcionam de forma ininterrupta: “ter conectividade em todo o lado continuamente e como a ter em segurança e sem falhar”, algo para o qual trabalha em parceria com a Vodafone. Na Águas de Coimbra, o problema é evitar perdas de água e detetar furtos, algo que está a conseguir com a solução inovadora da Fibersight construída em cima de cabos de fibra da Vodafone. A startup, liderada por Tiago Neves, usa fibra enterrada no chão para detetar indicadores como humidade e a Águas de Coimbra está a usar essa tecnologia para agir proativamente em situações de fuga e furto. .O futuro da assistência remota Um dos novos produtos lançados no Vodafone Open Day foi o Care Tracker 2.0, uma evolução da solução Care Tracker virada para a saúde. A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e a SAD do Condomínio Residencial do Montepio Rainha D. Leonor estiveram no evento para falar do impacto que a monitorização remota dos seus idosos e pessoas vulneráveis está a ter. “Conseguimos melhorar significativamente o número de chamadas atendidas”, afirmou a diretora técnica da SAD do Condomínio Rainha D. Leonor. “E dá-nos muito mais segurança quando o utente sai.”O condomínio tinha uma solução anterior com constrangimentos severos, que só permitiam aos idosos pedir ajuda através do relógio que tinham ligado a um telefone no apartamento. “A mudança para o Care Tracker deu-nos escala. Podem estar dentro ou fora do nosso edifício”, explicou. Na SPEM, que está a testar a nova versão 2.0, a motivação surgiu há dois anos quando começou a organizar uma expedição à volta do mundo com pessoas com esclerose múltipla. “Nasceu esta ideia de monitorizar dados vitais e sintomas e ver o equilíbrio e queda”, disse o presidente Alexandre Guedes da Silva. O propósito é prever o agravamento de tendências e permitir procurar um porto para desembarcar e dar atendimento ao paciente sem chegar ao extremo de precisar de um resgate no mar. “Queremos ter segurança, autonomia e que entrem a bordo sem ter de levar um enfermeiro, um médico”, afirmou. O piloto está a decorrer em terra, em Lisboa, e a próxima fase será no mar.