BCE: Futebol quebra volume nas bolsas

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Os investidores gostam mais de futebol do que dos mercados financeiros. Esta poderia ser a conclusão final de um estudo publicado este mês pelo Banco Central Europeu (BCE). A análise, feita por Michael Ehrmann e David-Jan Jansen e que teve por base o campeonato do Mundo de 2010 que decorreu na África do Sul, revela de que forma é que um jogo de futebol afeta a atividade dos mercados financeiros.

Utilizando os dados de quinze mercados financeiros internacionais, foi possível encontrar três provas de que os investidores ficam distraídos durante os jogos de futebol. "A primeira está relacionada com o número de transações e com o volume de ações negociadas, que são fortemente reduzidas, sobretudo em dia de jogo das seleções desses mercados", revela o estudo.

"A somar a isto, usando dados de minuto a minuto, foi possível constatar que o número de ordens dadas e de negociações feitas foi significativamente baixa, na altura em que foram marcados golos", adianta o estudo. Como senão bastasse, uma menor atenção aos mercados acionistas teve impacto na formação dos preços das ações: "Os mercados financeiros domésticos não acompanharam da mesma forma o comportamento dos mercados globais, sugerindo que as notícias que afetaram os mercados mundiais não tiveram o mesmo impato que os domésticos".

Com base nestas conclusões, a análise conclui que "os mercados estiveram a acompanhar os relvados do futebol em vez de seguirem os relvados do trading floor".

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