Violinista norueguesa sucede a Maria João Pires nos Gramophone

Maria João Pires era candidata ao Prémio Gramophone na categoria Concerto, mas o galardão foi para a jovem violinista norueguesa Vilde Frang

O Prémio Gramophone 2016 para a Melhor Gravação do Ano na categoria Concerto coube à violinista norueguesa Vilde Frang, pelo seu registo dos Concertos de Benjamin Britten e Erich Wolfgang Korngold para a etiqueta Warner Classics. Para Vilde, que completou 30 anos no passado dia 19, esta é sem dúvida uma bela prenda de anos, até porque é o primeiro Prémio Gramophone da sua carreira.

A pianista portuguesa Maria João Pires era outra das candidatas nesta categoria, pela gravação do Concerto n.º 3 de Beethoven com a Orquestra do Século XVIII, dirigida pelo holandês Frans Brüggen, editada em DVD pelo Festival Chopin e a sua Europa. Maria João Pires venceu o Gramophone em 2015, na mesma categoria Concerto, pela gravação (na Onyx Classics) dos Concertos n.º 3 e n.º 4 de Beethoven com a Sinfónica da Rádio Sueca dirigida por Daniel Harding.

Vilde Frang é um caso feliz de menina-prodígio que transitou com sucesso para a carreira de artista adulta. O seu percurso formativo passou pelas mãos de mestres como Henning Kraggerud, Kolja Blacher, Anna Chumachenko e principalmente da grande violinista alemã Anne-Sophie Mutter, que se tornou sua mentora a partir de final da década de 90 e a lançou verdadeiramente no circuito internacional. Outra grande artista com quem aprendeu foi a pianista Mitsuko Uchida.

Vilde é artista exclusiva da etiqueta Warner Classics, tendo transitado da EMI aquando da fusão das companhias. O seu sucesso discográfico - lembramos: fez 30 anos há dias! - pode ser medido pelo facto de já ter ganho três Prémios ECHO, que são os maiores prémios discográficos alemães. E o terceiro foi com esta mesma gravação Britten/Korngold, na qual é acompanhada pela Orquestra Sinfónica da Rádio de Frankfurt dirigida por James Gaffigan.

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