Vestidos negros, pins e ativistas na passadeira vermelha

O preto, alfinetes do movimento Time's Up e muitos ativistas a acompanharem estrelas na passadeira vermelha

Os vestidos e trajes negros inundaram este domingo o tapete vermelho na 75ª edição dos Globos de Ouro, um reflexo do movimento "Me Too" destinado a denunciar o assédio sexual às mulheres em Hollywood. Alfinetes do projeto Time's Up, um fundo destinado a ajudar as mulheres menos privilegiadas a defenderem-se de possíveis abusos sexuais no local de trabalho, também foram visíveis nas lapelas. Outras estrelas optaram por se fazer acompanhar por ativistas, como Meryl Streep e Susan Sarandon.

Streep, Hugh Jackman, Chris Hemsworth, Jessica Biel, Justin Timberlake, Catherine Zeta-Jones, Dakota Johnson, Emma Watson e as crianças da série "Stranger Things" foram alguns dos atores que chegaram à celebração vestidos de negro. Entre os primeiros convidados que surgiram, também optaram por essa cor Caitriona Balfe, Debra Messing, Katherine Langford, Jamie Chung, Alison Brie, Édgar Ramírez, Freddie Highmore, Alexis Bledel ou Alfred Molina.

"Este movimento é muito importante; é apenas um pequeno gesto, mas espero que conduza a grandes mudanças. "Quando tiverem necessidade, as mulheres têm de ser escutadas, apoiadas", disse à agência noticiosa Efe Molina, nomeado pela série norte-americana "Feud".

Na sequência do escândalo por acusações de abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein, e que também atingiram Dustin Hoffman, John Lasseter ou Brett Ratner, era já esperado que este desfile no tapete vermelho constituísse o primeiro grande protesto público contra o assédio às mulheres em Hollywood.

Esta ação não engloba apenas as atrizes, e a estilista Ilaria Urbinati, que trabalha com Dwayne "The Rock" Johnson ou Tom Hiddleston, afirmou recentemente que os seus clientes também vestiriam de negro.

A iniciativa juntou-se à ação desencadeada por mais de 300 mulheres poderosas de Hollywood, onde se incluem Meryl Streep e Eva Longoria, que lançaram recentemente o projeto Time's Up. Este fundo de defesa legal já garantiu mais de 13 milhões de dólares (10,7 milhões de euros) em doações e procura ajudar estas mulheres com baixos salários a protegerem-se das consequências que podem surgir após a denúncia de abusos sexuais.

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