Valério Romão: "Virar as costas e ir à sua vida"

Valério Romão não é fã das idas à Feira do Livro de Lisboa enquanto autor.

O que me aconteceu - mais do que uma vez - na feira do livro e que me fez de algum modo não ter grande vontade de participar nela enquanto autor tem que ver com as sessões de autógrafos e os equívocos que nelas se podem gerar.

Para um autor pouco mediático, como é o meu caso e da maior parte dos autores presentes na feira, aquelas duas ou três horas resumem-se a um tédio infindável e à distribuição de acenos e sorrisos. Mas, por vezes, surgem uma ou duas pessoas que se aproximam dizendo "não é o..." e, quando te preparas para desfazer o silêncio e finalmente conheceres um leitor ou leitora, a pessoa em causa apressa-se a dizer "não, não é..." e vira as costas e vai à sua vida.

Pior que o anonimato é o ser-se confundido.

O livro que eu queria encontrar na Feira: "Screwtape Letters, do C.S. Lewis, traduzido"