Vai mesmo ser o ano de DiCaprio?

Grande diversidade nas nomeações da Academia

Não será preciso conhecer os segredos dos mais de 6 mil membros da Academia de Hollywood para arriscarmos prever que Leonardo DiCaprio vai mesmo ter o seu Oscar... Apetece dizer que já era tempo de ser reconhecido como mais, muito mais, do que um "menino de ouro" que sabe fazer pose para a câmara.

Em boa verdade, o seu exemplo pode ser visto como sintoma de um fenómeno que, felizmente, se consolidou ao longo dos últimos anos: muito para além dos artifícios dos "efeitos especiais" (cujo fascínio não está em causa), o cinema continua a ser uma arte de gente viva, corpos a enfrentar uma câmara, quer dizer, atores!

Seja como for, sublinhemos que este é um ano de espantosa e sedutora diversidade - desde a contundência social e política de A Queda de Wall Street e O Caso Spotlight até ao intimismo afetivo e sexual de Carol -, a provar que, para além dos blockbusters, há mais vida em Hollywood.

Aliás, convém não esquecer que Star Wars também está bem cotado (5 nomeações), mostrando que a lógica do entertainment continua a ter ideias para o nosso admirável mundo digital. Em boa verdade, fazia todo o sentido inclui-lo na lista dos nomeados para melhor filme, desse modo abrindo ainda mais o leque da diversidade. Seria o "meu" melhor filme do ano? Não, mas a questão também não é essa - há mais de 6 mil pessoas sérias e responsáveis que não precisam dos meus conselhos.

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