Um casino feito de vidas

A Queda de Wall Street, de Adam McKay

"A verdade é como a poesia, e a maior parte das pessoas odeia poesia." Este é só um dos pensamentos que bailam na grande orquestra - propositadamente - desafinada que é A Queda de Wall Street. Quer isto dizer que o colapso financeiro de 2008 era algo previsível, mas ninguém queria realmente saber, preferiam refutar a possibilidade. O importante era viver a prosa torrencial do dia-a-dia assente em numerários virtuais. O filme de Adam McKay, tomando uma perspetiva que acompanha a diversidade do que Hollywood tem feito através do "tema", reproduz os antecedentes da monumental ruína financeira, através de um grupo de visionários esclarecidos. Estes apostaram que havia uma bolha nas hipotecas imobiliárias e, quando esta rebentou, somaram créditos na razão e na fortuna (mas não sem amargura).

Baseado no livro de Michael Lewis, A Queda de Wall Street é um objeto curioso pela sua refrega estilística, que sugere o clima louco e o nervosismo da própria terminologia económica. Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carell e Brad Pitt não dão lições de finanças, mas fazem girar o carrossel até ao fim.

Classificação: ***

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