Tremor alastra a S. Miguel. E pode não ficar por aqui

Festival que nasceu para dinamizar o centro de Ponta Delgada começa no dia 15, com "extensões" noutros pontos da ilha. E pode mesmo, no futuro, chegar a outras ilhas dos Açores

O Tremor cumpre a terceira edição, de 15 a 19 de março. São 50 concertos de artistas nacionais e estrangeiros em vários espaços da cidade de Ponta Delgada e da Ribeira Grande - o Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, estrutura inaugurada há um ano.

Depois de uma estreia, em 2014, com um cartaz de música portuguesa em espaços de Ponta Delgada - cujo centro os organizadores (a Yuzin, agenda cultural, e a editora Lovers & Lollypops) pretendiam dinamizar - o Tremor este ano andou em promoção fora de portas com showcases dos músicos açorianos Sara Cruz e King John. Lisboa, Porto e Londres foram as escalas da promoção do festival. Já depois do regresso a casa, receberam um convite insular e apresentam-se este fim-de-semana no Faial, no MUMA, um festival de música desta ilha do grupo central.

Com a terceira edição do Tremor à porta, António Pedro Lopes, codiretor artístico do festival, assume a possibilidade de este alastrar a outras ilhas dos Açores, Faial, Santa Maria e Terceira, e assume que já houve contactos nesse sentido: "Estamos abertos a desafios, já fomos contactados por pessoas de três ilhas diferentes a expressarem essa vontade de colaboração, de trabalharmos em conjunto. Não para montarmos um franchising de Tremores mas pensarmos em ramificações deste formato que se apliquem a esses contextos específicos". Por isso a possibilidade de novas cidades açorianas existe, assume ao DN. "O Tremor começou por ser um festival de música portuguesa em Ponta Delgada, já saiu da cidade, já roda fora de portas. Efetivamente é um projeto de dimensão regional, não fala especificamente só de Ponta Delgada ou de São Miguel, fala de uns Açores contemporâneos, e nesse sentido claro que sim. É quase um sonho", diz.

O Tremor começa na terça-feira mas é sábado, 19, o dia forte, com concertos a cada 15 minutos em vários locais de Ponta Delgada. Do cartaz fazem partes nomes açorianos como Zeca Medeiros, Sara Cruz e King John entre outros, artistas nacionais como Capitão Fausto, Paus, Filho da Mãe e estrangeiros como Black Mountain, Suuns, Clinic, Julianna Barwick, Dan Deacon e Bonnie Prince Billy. O festival conta ainda com uma secção dedicada ao hip hop açoriano, que tem ganho expressão na internet com artistas em várias ilhas do arquipélago.

Os bilhetes já estão à venda, custando 20 euros até 14 de março e, posteriormente, 25 euros.

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