ARCOlisboa vai acolher 71 galerias de arte em maio

A terceira edição da ARCOlisboa - Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa vai regressar à Cordoaria Nacional, de 17 a 20 de maio de 2018, com 71 galerias de arte contemporânea de 14 países, anunciou hoje a organização.

Organizada pela IFEMA - Institucion Ferial de Madrid, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, esta terceira edição terá, este ano, horário de abertura ao público nos dias 17 a 19 de maio, das 14:00 às 21:00, e no dia 20, das 12:00 às 18:00.

"Esta nova edição representa uma consolidação do projeto, e essa confiança permite-lhe aumentar a sua oferta galerística para um total de 71 propostas de 14 países, o que representa um aumento de 22,5%", indica um comunicado da organização.

Contactada pela agência Lusa sobre o número de galerias portuguesas que estarão presentes nesta terceira edição, fonte ligada à organização indicou que serão 27, do total.

O crescimento será refletido em novos conteúdos, como os projetos individuais de artistas que, pela primeira vez, ocuparão o Torreão Poente da Cordoaria, e que apresentarão obras de artistas portugueses e internacionais como Esther Ferrer, com Àngels Barcelona, José Carlos Martinat, com Revólver, ou Mónica de Miranda, com Carlos Carvalho.

A secção principal da ARCOlisboa mantém o seu tamanho, com a presença de 51 galerias, onde estarão as principais portuguesas que acompanharam o projeto desde o seu início, e novas galerias, como Krinzinger (Viena), Helga de Alvear (Madrid), Carreras Mugica (Bilbau) ou Greengrassi (Londres), que apresentarão os seus projetos pela primeira vez na feira.

"Opening", o espaço dedicado a galerias jovens, que este ano celebra a sua segunda edição, apresentará 12 projetos, novamente selecionados pelo comissário João Laia.

As novas galerias são tanto de Lisboa, com a presença de Balcony e Uma Lulik, como internacionais, como Rolando Anselmi (Berlim/Roma), Bombon (Barcelona) ou Copperfield (Londres).

Outra iniciativa presente na ARCOlisboa, desde a sua origem, será "As Tables Are Shelves", a feira de editores independentes organizada por Luiza Teixeira de Freitas.

A seleção de editoras especializadas em publicações de artistas e outras investigações em papel crescerá para ocupar uma das salas do Torreão Nascente, segundo a organização.

O certame terá uma colaboração com a Trienal de Arquitetura de Lisboa, e os visitantes poderão desfrutar de um novo espaço de restauração, criado por Atelier JQTS, em colaboração com o artista Carlos Nogueira.

Por intermédio da crítica Isabel Carlos, e com o apoio da Fundação Millenium bcp, o Fórum de Colecionismo permitirá dar a conhecer os motivos e as formas pelos quais se regem os colecionadores no seu trabalho.

Por outro lado, o Fórum de Museus irá abordar as semelhanças e diferenças entre os programas de museus portugueses e internacionais.

A estreita colaboração entre a ARCOlisboa e a Fundação EDP fica novamente refletida no II Encontro de Museus da Europa e da América Latina, dirigido por Pedro Gadanho, diretor do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

A curadora Filipa Oliveira ocupará um dos pátios da Cordoaria para uma conversa, com uma dezena de profissionais, que terá como mote "Em que é que estou a trabalhar?", dando espaço a um debate sobre projetos em desenvolvimento.

Noutra linha, a feira irá desenvolver uma colaboração com museus como o MAAT, Coleção Berardo, Serralves, Centro de Arte Quetzal, Calouste Gulbenkian, entre outros, e com escolas e universidades de arte do país, visando desenvolver um programa especial para aproximar público em geral e estudantes à arte contemporânea.

A ARCOLisboa terá o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Fundação EDP, do MAAT, e do Ministério da Cultura, além de outras instituições, centros de arte e galerias com diferentes exposições e eventos.

Em fevereiro, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou um investimento de 180 mil euros, como comparticipação financeira para a terceira edição da ARCOlisboa, e assinou um protocolo para a continuação da feira na capital portuguesa, até 2020.

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