Salvador Martinha tem novas piadas "Na Ponta da Língua"

Um espetáculo de stand-up comedy não é um monólogo, é mais como uma conversa do humorista com o público, diz Salvador Martinha.

"Pensa rápido, Salvador." Quantas vezes por dia ouve ele esta frase? Vai na rua e alguém o chama. Pedem-lhe para tirar fotografias. Ficam à espera que ele diga uma piada a todo o momento. Salvador Martinha tem vindo a habituar-se a esta popularidade que lhe veio do programa que tem, todos os dias úteis, na RFM. Faz stand-up comedy desde os 20 anos, teve programas na SIC Radical, no Canal Q e na SIC, mas foi preciso chegar à rádio para, de repente, ser uma figura pública. "Pensa rápido, Salvador", dizem-lhe, numa referência ao nome do programa. E ele estica o polegar, faz um "fixe".

Esta ligação entre os comediantes e o seu público é algo que considera especial: "Parece que somos amigos, porque os comediantes não fazem uma personagem, apresentam-se como são." Não é fácil, admite. "A maior luta que um comediante tem é conseguir ser ele próprio, como é no dia-a-dia, em palco. Eu só agora é que consigo. Os medos e as inseguranças alteram a nossa personalidade em palco. É preciso compreendê-los e dominá-los. Eu sou geralmente uma pessoa simpática e afável, mas no palco parecia arrogante." Agora isso está ultrapassado. "Neste momento o palco é um lugar que me é confortável. É o meu mundo, levo para lá as minhas ideias e os meus problemas."

Vai ser assim em Na Ponta da Língua, o seu novo espetáculo de stand-up comedy que estreia hoje e depois, se tudo correr bem, vai andar em digressão.

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