Roman Polanski rejeita presidir à cerimónia dos César

Associações feministas lançaram uma petição para afastar Polanski daquele cargo

O realizador franco-polaco Roman Polanski recusou hoje presidir à cerimónia dos prémios César, os Óscares franceses do cinema, devido à polémica, que considera injustificada, lançada pelas associações feministas contra a sua nomeação.

Num comunicado citado pela agência France Presse, o advogado do realizador do filme "O Pianista" diz que a polémica lançada pelas associações feministas "entristeceu profundamente Roman Polanski e a sua família", anunciando que o realizador não iria dar seguimento ao convite dos organizadores.

Associações feministas lançaram uma petição, que já tem mais de 60 mil assinaturas, para afastar Polanski daquele cargo, alegando que o realizador foi acusado em 1977 pela violação de uma adolescente de 13 anos na Califórnia.

Apelam ainda, através das redes sociais, ao boicote à cerimónia dos César, que ocorrerá a 24 de fevereiro.

A ministra francesa dos Diretos das Mulheres, Laurence Rossignol, considerou "surpreendente e chocante" a escolha do nome de Polanski.

O título de presidente da cerimónia dos César é essencialmente honorífico.

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