Primeiro, um mergulho. Depois, a música do Sol da Caparica

Eventos desportivos, exposições, encontros de escritores, cinema de animação, arte urbana e... música, claro. Tudo num recinto melhorado, todo relvado, a partir de 11 de agosto.

Para Diogo Piçarra será uma estreia. Nunca pisou o palco do festival Sol da Caparica. Não esteve por entre o público em nenhuma das edições anteriores. Nem sequer alguma vez foi à praia na Costa de Caparica. "Sou de Faro, tenho a minha praia", comenta o músico de 26 anos. "Vai ser uma novidade em todos os sentidos e as expectativas estão muito altas."

No dia 12 de agosto, o segundo dia do festival, Diogo vai estar no Sol da Caparica com o seu single mais recente, Dialeto, lançado na semana passada, e com os seus maiores sucessos: "O concerto vai ser curtinho - são só 45 minutos, não se atrasem - mas vai ser bombástico. Vou ter as minhas baladas mas vamos ter outros momentos mais dançáveis, eu sei tocar um pouco de tudo, guitarra, piano, timbalões, ukelele, por isso vai ser muito diversificado." E talvez nos dias seguintes Diogo Piçarra consiga aproveitar para dar um mergulho na Costa: "Seria bom... Não tiro férias há cinco anos. Têm sido dias de muito trabalho, poucas noites dormidas."

Conjugar a música lusófona com a praia e ainda com a arte urbana é, na verdade, o principal atrativo deste festival cuja terceira edição se realiza de 11 a 14 de agosto. No cartaz, mais de três dezenas de nomes unidos pelo chapéu da lusofonia. Alguns dos artistas estiveram ontem numa viagem promocional entre Lisboa e Almada, a bordo do veleiro Príncipe Perfeito, para falarem um pouco dos concertos que vão fazer no Sol da Caparica. Nem todos estiveram. "O Jorge Palma deve estar quase a chegar", comentava, na brincadeira, Sérgio Godinho, quando o barco já ia Tejo afora, numa referência aos habituais atrasos do amigo, sobretudo pela manhã.

Os dois músicos vão voltar a apresentar-se Juntos, no dia 12 de agosto, com um espetáculo que já anda há quase dois anos em digressão. "E sem vontade de parar. Apresentamo-nos em espaços grandes e pequenos, ao ar livre e em auditórios", explica Godinho. "As nossas canções são muito plásticas, adaptam-se a outros lugares e a outras vozes. Já nos conhecemos muito bem, musicalmente e também fora do palco, somos amigos de casa, por isso é muito bom ter concretizado este projeto".

Sérgio Godinho vai estar no Sol da Caparica em dose dupla: no dia 14, domingo, último dia do festival e totalmente dedicado aos mais novos, participa no espetáculo Canções de Roda, lengalengas e outras que tais!, com Samuel Úria, Ana Bacalhau e Vitorino.

Para Aline Frazão, o Sol da Caparica será um momento especial: "Vai ser um concerto feito à medida. Não costumo fazer muitos festivais, por isso divirto-me muito a montar um concerto para um palco ao ar livre e que entre no espírito do festival." E especial também porque será o concerto com que a cantora angolana, que no ano passado lançou o disco Insular, vai encerrar a "época", voltando em outubro para uma nova série de concertos, agora indoor (Teatro Tivoli, Casa da Música e outros espaços), com novos arranjos e algumas surpresas.

Promovido pela Câmara Municipal de Almada, O Sol da Caparica é produzido pela Amg Music de António Miguel Guimarães que, "não podendo destacar nenhum nome do cartaz porque são todos importantes", opta por realçar a oferta paralela: os eventos desportivos, as exposições, os encontros de escritores, o cinema de animação, a presença da arte urbana. "O festival tem vindo a crescer, sobretudo nas áreas complementares. O cerne do festival é a música mas temos vindo a enriquecer as outras áreas - por exemplo, nós tratamos o espaço do festival de uma maneira muito cuidada, este ano foram feitas obras e foi feito um anfiteatro, todo o recinto é relvado, à noite temos uma iluminação especial feita pelo Carlos Carvalho", enumera. Tudo isto parecem pormenores mas contribuem para que a experiência do público seja melhor, diz.

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