Os laços azuis que foram aos Óscares

O primeiro momento político da noite surgiu logo na passadeira vermelha. Várias celebridades decidiram usar o laço azul da União Americana das Liberdades Civis

Antes dos discursos no Dolby Theater, já a passadeira vermelha dava sinais de que a crítica a Donald Trump ia marcar a noite. Começou com a atriz Ruth Negga, a primeira a aparecer com laço azul da União Americana das Liberdades Civis (ACLU), afixado no vestido.

O apoio da protagonista e nomeada para melhor atriz pelo filme "Loving" (ainda sem data para estrear em Portugal) surgiu porque esta associação defendeu em tribunal a verdadeira Mildred Loving, quando esta foi presa por casar com um homem branco, em 1967.

A ACLU (sigla em inglês) também tem sido uma das vozes mais críticas contra a política anti-imigração de Donald Trump. Tal como Ruth Negga, também a modelo Karlie Kloss e os atores Lin-Manuel Miranda (autor e ator do musical Hamilton) e Busy Phillips exibiram os laços azuis.

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Ferreira Fernandes

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Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.