Open House Porto quase triplica visitas

Só o Terminal de Cruzeiros de Matosinhos recebeu 14 mil visitas, mais do que as 11 mil que em 2015 passaram pelos 42 espaços dessa primeira edição.

Terminal de Cruzeiros de Matosinhos, Mosteiro da Serra do Pilar e Farol da Boa Nova foram os três edifícios mais visitados durante a segunda edição da Open House Porto que decorreu no último fim de semana. No total, os 51 locais este ano de portas abertas nas cidades de Matosinhos, Gaia e Porto receberam a visita de 30 645 pessoas. O número é tanto mais expressivo quando comparado com as onze mil visitas da primeira edição, no ano passado, ou com as 17 500 da quarta edição da Open House Lisboa, em 2015. Este ano, a Open House Lisboa realiza-se no primeiro fim de semana de julho, nos dias 2 e 3.

Um êxito que "é uma responsabilidade acrescida", diz ao DN Nuno Sampaio, da Casa da Arquitetura, uma das entidades organizadoras, juntamente com a Trienal de Arquitetura de Lisboa. A "abertura sem restrições de acesso de todo o Terminal de Cruzeiros de Matosinhos", que recebeu 14 mil pessoas, e "a aposta em quatro aspetos inovadores" foram, para o responsável, os segredos desta adesão do público.

Quanto às inovações, Nuno Sampaio destaca a aposta na inclusão, através das visitas sensoriais realizadas para cegos (em parceria com a ACAPO) e para surdos (em parceria com a Hands to Discover), bem como na organização de atividades especialmente pensadas para famílias (também aqui só possível através de uma parceria, neste caso com a Arkiplay). A colaboração dos alunos da Faculdade de Arquitetura do Porto - que durante o fim de semana desenharam ao vivo alguns dos edifícios, oferecendo os desenhos a quem visitava os espaços - e a possibilidade de ver as cidades do alto numa viagem de balão foram outros dois aspetos destacados.

Garantindo desde já a realização de uma nova edição no próximo ano, Nuno Sampaio fez questão de salientar um outro esforço da organização, que conta com o apoio dos três municípios envolvidos: "fizemos visitas em bairros sociais, como o Bairro da Seara, em Matosinhos, o que nos permitiu trazer para este evento franjas da população que normalmente não participam neste tipo de iniciativas". Algo que, destaca, "contribui para aumentar a autoestima dos habitantes locais e mostrar à população em geral que os bairros sociais não têm de ser estigmatizados".

Considerando que esta experiência "correu muito bem", Nuno Sampaio destaca ainda a mensagem clara que se pode retirar da adesão ao evento, de acordo com os princípios que deram origem à Open House, quando foi criada, em 1992, em Londres: "A arquitetura é para todos".

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