O western à conquista dos Óscares

Leonardo Di Caprio está na linha da frente para ser galardoado pelo seu papel em "O Renascido".

Como "adivinhar" as escolhas da Academia de Hollywood? Por regra, não vale a pena. Mas atrevo-me a abrir uma exceção e consagrar, desde já, Leonardo DiCaprio como o grande vencedor do Óscar de melhor ator referente a 2015 (a ser entregue no Dolby Theatre, a 28 de fevereiro de 2016).

Convenhamos que já é tempo. Foi com Gilbert Grape (1993), tinha 19 anos, que DiCaprio obteve a sua primeira nomeação (ator secundário). Já vai em quatro nomeações como intérprete (a última em 2014, graças a O Lobo de Wall Street) e continua sem ganhar... Agora, todos os oráculos de Hollywood garantem que a sua performance em The Revenant (O Renascido), de Alejandro González Iñárritu, é mesmo para ganhar - o filme estará nas salas portuguesas a partir de 21 de janeiro.

Veja o trailer:

Vai ser um ano em que, uma vez mais, as nomeações se vão dividir entre as grandes produções e os filmes de nicho, mais ou menos independentes. Entre os primeiros, não tenhamos dúvidas de que, apesar de ser uma das estreias dos últimos dias do ano, Star Wars se destacará nas chamadas categorias técnicas (sem esquecer os trunfos de Mad Max: Estrada da Fúria, objeto querido da grande indústria, além do mais sancionado por uma excelente carreira comercial); dos segundos, Carol, de Todd Haynes, uma história de amor entre duas mulheres na década de 1950, coloca Cate Blanchett em posição privilegiada para repetir o triunfo (melhor atriz) conseguido com Blue Jasmine (2013), de Woody Allen.

Enfim, contra toda a lógica, podemos acreditar que a maior vedeta do ano será, não uma personalidade, mas um género. E o mais mítico de Hollywood: o western. Porquê? Porque The Revenant, precisamente, é um western, tal como o é The Hateful Eight, a nova proposta de Quentin Tarantino. Fica uma aposta: The Hateful Eight será o filme com mais nomeações.

Veja o trailer:

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG