O Cirque du Soleil é uma ilha em viagem pelo mundo

Em diferentes pontos do globo decorrem 18 diferentes espetáculos da companhia sediada no Quebeque. Até dia 28 as coordenadas geográficas de Lisboa são as de Quidam.

Estamos no interior do Meo Arena, em Lisboa. Contudo, a impressão é a de que poderíamos estar numa de sala de espetáculos em qualquer ponto do mundo, pois o Cirque du Soleil é uma ilha que instala a sua própria paisagem onde quer que passe.

A ilha atracou quinta-feira em Lisboa, onde até dia 28 apresentará Quidam, criado por Franco Dragone em 1996 e erguido detodas as vezes por cerca de 90 pessoas: 52 acrobatas, músicos, cantores a que acresce toda a equipa técnica que se encarrega das luzes, dos 250 figurinos ou dos 200 pares de sapatos que todos os dias são retocados e pintados à mão. O papel do maquilhador coincide com o próprio artista: cada um faz a sua maquilhagem, algo que demora entre 45 minutos e duas horas.

A responsável pela comunicação do espetáculo, Jessica Leboeuf, pede aos jornalistas cuidado com as luzes das câmaras: "Quando começarem as acrobacias não pode haver luz. Quando virem alguém a fazer algo que vocês não conseguem, sabem que não pode haver luz." Não estamos sequer no palco, mas nos bastidores, onde uma série de colchões azuis serve de chão ao aquecimento e treino dos acrobatas.

Depressa nos lembramos que ilha é esta ao avistar um jovem a saltar e a apoiar-se - ora com as mãos ora com os pés - nas mãos cruzadas de grupos de dois que, estando "em terra", formam um caminho no ar. Ao fundo, nas máquinas de ginásio, uma rapariga loura pedala numa bicicleta enquanto fala ao telemóvel, outra, mais perto, levanta pesos. Mas a cabeça apontada ao teto é quase tão comum ali como estar de pernas para o ar.

Eis Guilherme Fortes, um brasileiro de 26 anos que há três anos e meio sobe, roda e - a julgar pelo ensaio - faz o que quer suspenso nas cordas do Cirque du Soleil. É paulista, começou por jogar futebol - "não deu certo, como dá para ver, né?" - e só aos 17 anos começou a treinar-se para fazer o que faz. Não treina todos os dias. "Como a gente faz muito show acaba sendo fácil." E mais: "Gosto pouco de correr, gosto pouco de fazer exercício, odeio academia."

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