O calor gélido dos Sigur Rós aquece o Porto

Os islandeses eram os mais esperados na primeira noite do festival. Antes da chuva cair sobre o Parque da Cidade.

O cenário parece adequado para ouvir os Sigur Rós, no belo recinto do Parque da Cidade no Porto: o quase anfiteatro natural que se lança sobre o palco principal do NOS Primavera Sound, o céu toldado de nuvens, o vento que leva os sons, a luz metálica da iluminação de palco. Só falta mesmo alguma da intimidade que todas as relações afetivas pedem.

Até o rigor horário, no início e no final de cada concerto, sem concessões a demoradas devoções, parece cair bem no concerto dos Sigur Rós: há "géisers" que explodem de forma ritmada hipnotizando a imensa multidão, apesar da noite fresca - a chuva guardou-se para cair só depois dos islandeses saírem do palco.

A imensa multidão mostrava que era por eles que esperavam, fosse a experimentarem novas canções ou a vestirem de novas roupagens velhos temas como Staralfur de Ágætis byrjun, a segunda canção da noite, ou com Sæglópur. O trio escondeu-se inicialmente atrás de uma estrutura metálica de onde saiu para melhor cantar e tocar o calor gélido vindo da Islândia, rematado cerca de hora e meia depois com Popplagið. E a noite do Porto esteve à altura.

Antes, com o sol a pôr-se, no segundo palco, Julia Holter foi o aperitivo perfeito para o que aí vinha, apresentando uma formação de cordas, teclas e percussão para melhor compor a sua pop delicada e encantada que namora sem pudor a eletrónica.

atualizado às 00.40

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