Na noite de Wiz Khalifa, Martin Garrix explode com Sudoeste

DJ holandês terminou a primeira noite do Meo Sudoeste com fogo de artifício. Virgul levou os Da Weasel ao festival e Wiz Khalifa levou charros insufláveis gigantes.

Apesar de não estarem presentes, os Da Weasel foram um dos grandes protagonistas da primeira noite de Meo Sudoeste. Aconteceu durante o concerto de Virgul, que dedicou parte da atuação a um medley que incluía alguns dos maiores clássicos da sua antiga banda. Temas como Dialectos da Ternura, Todagente, Nunca Me Deixes, Outro Nível e Re-tratamento, cantados por todos a plenos pulmões, num momento que contou também com a participação do antigo guitarrista da banda, Quaresma, e terminou com a frase "DW Forever" projetada no ecrã.

Sim, Virgul foi muito feliz nos Da Weasel, como o próprio fez questão de confessar ao público, mas a forma como as músicas do seu próximo álbum de estreia foram recebidas, também o terão deixado bastante satisfeito.

O modo como mistura ritmos africanos e tropicais com o funk e soul, em temas cantados tanto em inglês como em português, agarra de imediato as novas gerações que tem à sua frente.

Wiz de charro insuflável

"Tá quente né?" Perguntou quando se despediu, para dar lugar ao rapper Wiz Khalifa, que aqueceu ainda mais o ambiente ao entrar em palco, no qual estava apenas acompanhado pelo DJ Bonics, com dois enormes charros insufláveis, lançados de imediato para a multidão, que os "rodou" de mão em mão até ao final do concerto.

Todo o espetáculo do artista americano é, ele próprio, como que um manifesto pró-marijuana, tal a quantidade de referências a palavras como dope, joint, pot ou weed nas suas rimas.

O público ria e dançava, mas só acordou realmente ao ouvir os primeiros sons de See You again, tema incluído na banda sonora do filme Velocidade Furiosa 7. Músicas como Young, Wild and Free ou Black and Yellow também entusiasmaram, mas a verdadeira celebração só aconteceu à séria com a entrada em cena do dj holandês Martin Garrix. E aí, sim, todos correram para a frente, para ver de bem perto o novo prodígio da EDM, que há 2 anos já aqui tinha estado, com apenas 17 anos, na noite da receção ao campista.

Os ingredientes são os habituais, mas mais que suficientes para fazer a festa: muito fogo-de-artifício, confetes e remisturas de temas conhecidos de todos, que vão da Pompeii dos Bastille à Hotline Bling, de Drake, ou ao clássico Seven Nation Army, dos White Stripes.

Tal como também aconteceu ontem, com o dj português Kura, a quem coube a mesma missão de encerrar o palco principal, por onde antes já haviam passado o angolano C4 Pedro, o brasileiro Seu Jorge e o jamaicano Damian Marley, num dia também marcado pela curadoria dos Orelha Negra no palco Moche Room, por onde passou uma espécie de best of da nova geração do hip hop nacional.

O festival continua hoje, naquele que será um dos dias mais fortes da presente edição, com as atuações de nomes como o britânico James Morrisson, a australiana Sia ou os portugueses João Pedro Pais e NBC, cabendo ao dj americano Steve Aoki o encerramento da noite.

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