Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre hoje ao fim de dois meses

O monumento foi encerrado devido às cheias na cidade de Coimbra, a 11 de janeiro e a 13 de fevereiro.

Há dois meses encerrado, devido às cheias na cidade de Coimbra, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre hoje, apesar de, segundo a Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC), "ainda serem visíveis as marcas da presença recente das águas".

Em comunicado, a DRCC afirmou que o espaço " vai de novo estar acessível aos visitantes, após cuidado e controlado trabalho de retirada das águas e dos sedimentos que entretanto se instalaram". O mosteiro ficou inundado na sequência do mau tempo que se abateu sobre a cidade de Coimbra. Na altura, a água chegou a atingir os cinco metros de altura em alguns locais do interior do convento.

Logo após as inundações, os prejuízos estimados eram de "450 mil a 600 mil euros", segundo Celeste Amaro, diretora regional da Cultura do Centro, que no dia 12 de fevereiro declarou existirem "danos irreversíveis" ao nível das estruturas. Na altura, a diretora criticou a EDP, concessionária da Barragem da Aguieira, no Rio Mondego, pelas "descargas abruptas" que, se não tivessem sido efetuadas, não teriam levado à inundação do monumento.

O monumento nacional, um mosteiro do século XIII, abriu ao público em 2009, depois de uma intervenção que custou cerca de 16 milhões de euros, dos quais 6 milhões foram gastos num sistema de contenção de águas.

Com uma "programação cuidada e diversificada", o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha recebeu no ano passado, segundo a DRCC, mais de 60 mil visitantes, o maior número de sempre desde que abriu ao público.

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