Manta de retalhos musical à espera da decisão da UNESCO

Idanha a Nova candidatou a Música à rede de cidades criativas da UNESCO. Enquanto a devisão não chega, segue a música.

O grupo de crianças chega à sede da Filarmónica de Idanha-a-Nova com um saco de pano a tiracolo. Enquanto a professora não aparece, cada uma tira o instrumento da bolsa que emite o som do rebolar das caricas dentro de um quadrado revestido a pele de cabra. Estamos numa das aulas de aprendizagem do adufe que a Filarmónica assegura gratuitamente para as crianças do concelho. Esta é uma das iniciativas musicais de uma vila que aguarda a decisão da UNESCO à candidatura à Rede de Cidades Criativas na categoria de música.

Enquanto a decisão chega e não chega, a vida musical de Idanha prossegue, como sempre. Eduardo Antunes, de 20 anos, chega também à Filarmónica. Já tem uma formação em clarinete no Conservatório e vem propositadamente de uma das freguesias, o Ladoeiro, a 17 quilómetros da sede de concelho, para aprender a bater no adufe. "É um instrumento tradicional daqui e estou a achar muito interessante", conta Eduardo, o primeiro elemento da família a aprender a tocar o instrumento tradicional de Idanha-a-Nova, tradicionalmente tocado apenas por mulheres. "Gosto de andar aqui, isto é a minha praia, gosto de música", declara a sorrir.

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